Vi a entrevista que o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes deu ao “Canal do Rica Perrone” sobre a interdição do Estádio Nilton Santos em 2013. Ele garantiu que era prudente fechar o estádio mesmo com apenas um laudo falando que o Niltão poderia ter suas estruturas caindo devido ao vento. O laudo de um tal alemão especialista em vento como o próprio prefeito disse. Fico pensando como viveríamos em uma cidade melhor se o rigor adotado naquele caso fosse o mesmo para obras na cidade.

Fico pensando se a prudência com a ciclovia tivesse sido adotada talvez a gente não tivesse que chorar tanto. Entendo que um gestor diante de um risco mínimo deva tomar providências para proteger a população. Lamento apenas que nem sempre nossos gestores pensem dessa maneira.

Eduardo Paes ainda disse na entrevista que “A Odebrecht e a OAS tiveram que fazer R$ 400 milhões de obras”. Creio que seja verdade. São empresas que acredito que ninguém neste país tenha motivos para desconfiar. Seria teoria da conspiração pensar em algo diferente apenas porque elas foram condenadas após investigações da lava-jato por crimes envolvendo a Petrobras.

Clubes tiveram que correr para o Maracanã

Mas lamentamos que o Botafogo tenha saído prejudicado. Menos mal que veio em um momento onde o Maracanã estava já disponível e todos os clubes se viram obrigados a pagar as suas taxas para jogar lá. Mas pelo menos tinham local para jogar. Deveriam ser gratos ao Governo.

Anos depois o Niltão foi aberto, com a falsa sensação de que nada foi feito. Mas nos deixando com a certeza de que as obras municipais realizadas nos últimos anos são confiáveis e passam por um rigoroso modelo de conservação. Basta passear pelo Túnel Prefeito Marcello Alencar que podemos observar isso.