A estimativa de R$ 40 milhões no valor do contrato com a Topper não será alcançada pelo Botafogo. A equivocada previsão anunciada oficialmente em fevereiro de 2016, após a assinatura do acordo de três anos com a marca de material esportivo, foi explicada na noite desta segunda-feira por Marcio Padilha, vice-presidente de comunicação do clube.

O dirigente destrinchou alguns números do patrocínio da Topper para esclarecer aos torcedores a contribuição da empresa no dia a dia do Alvinegro. Segundo ele, o enxoval anual e o fornecimento de material para eventos, por exemplo, “não entram no balanço”. As declarações foram dadas à jornalista Cris Dissat, editora do Fim de Jogo, após a leitura de perguntas de seus seguidores no Twitter no estúdio da Rádio Catedral FM.

– O contrato da Topper, para início de conversa, é uma estimativa de ganhos ao longo dos três anos. Uma das coisas que as pessoas não estão levando em consideração é o enxoval. A Topper fornece ao clube, e isso tem um custo, cerca de 35 mil peças a um custo médio de R$ 200. Você faz as contas aí e tem R$ 7 milhões. Vezes três (anos), R$ 21 milhões. Metade da verba estimada já foi atingida só com material. A Topper ainda patrocina a Rádio Botafogo Oficial, concursos culturais, vários eventos do Botafogo, como teve agora, recentemente, o lançamento do uniforme… Tudo isso custa dinheiro e é dinheiro que a Topper bota dentro do Botafogo. E tudo isso não entra no balanço –  contou Padilha, acrescentando que todo o esquema acima descrito é conhecido, mas que muitas pessoas “maldosamente provocam uma opinião errada” (veja o vídeo abaixo).

O “balanço” citado pelo VP é a demonstração contábil de 2017 divulgada nos últimos dias no portal de transparência do Botafogo. Nele, é possível observar que as receitas com a Topper totalizaram R$ 3,3 milhões nos dois primeiros anos da parceria.

Seguindo a explicação, as receitas das lojas também foram lembradas. Mas, na hora de somar todos os benefícios, veio o reconhecimento de que o prognóstico ficou abaixo do esperado. A justificativa dada foi um problema de abastecimento da fornecedora.

– Também tem a receita das lojas oficiais e todas elas pagam royalties para o Botafogo, por isso que nós incentivamos que as pessoas comprem lá. E se você for somar tudo isso, realmente, infelizmente, devido a alguns erros de distribuição da Topper, a gente não vai chegar aos R$ 40 milhões, mas vamos chegar bem próximo disso – lamentou.