De volta ao noticiário do Botafogo nesta semana, quando visitou o clube para observar um treino de Alberto Valentim, o ex-volante Claiton, hoje técnico de futebol aos 40 anos, conversou com o Boletim do C.E a respeito da sua polêmica saída para o Flamengo no fim de 2006. A transferência para o rival não desceu bem para os torcedores alvinegros, que chegaram a se revoltar com a sua presença no Estádio Nilton Santos, motivando assim, a diretoria “interromper” tal experiência.

“Tranquilo”, Claiton disse não estar ciente da decisão e mais, acredita ter deixado as portas abertas no clube, que segundo ele, o tratou muito bem na última terça-feira. Apesar disso e de afirmar ter um carinho com o Glorioso, o gaúcho reconhece e respeita o sentimento de mágoa dos botafoguenses.

– Às vezes o torcedor não entende que é o nosso trabalho. E a gente não pode pensar apenas pelo coração porque a carreira é curta, tanto que ela acabou cedo, eu tive uma lesão de tendão (2013). Essa mágoa quer dizer também que eu fiz um bom trabalho. Se não tivesse feito, já teria sido esquecido. Mas eu respeito muito, muito mesmo, a torcida do Botafogo – declarou à coluna do FogãoNET.

Decisão difícil com oferta ‘muito superior’ do Flamengo

Capitão de Cuca no Campeonato Brasileiro de 2006, o ex-jogador explicou o motivo de ter aberto negociação com o rival um pouco antes do término do contrato. As tratativas, consideradas “controversas” na época, provocaram, inclusive, um pedido de desculpa do vice-presidente de futebol rubro-negro Kleber Leite.

– A torcida não entende, ela é passional. Eu era profissional do futebol e tive que pensar na minha família. A proposta do Flamengo foi muito superior, no mínimo três vezes mais que o Botafogo poderia pagar. Conversei bastante com a direção e com o Cuca. A decisão foi muito difícil porque eu fui muito bem recebido. Eu tinha 29 anos e precisava dar um passo para uma situação boa para minha vida. E me dá sustentação até hoje – contou.

Claiton durante treino do São Paulo-RS para o Campeonato Gaúcho

ÚLTIMO TRABALHO – Claiton treinou o São Paulo-RS no Campeonato Gaúcho de 2018 (Foto: Divulgação)

Comissão técnica do Botafogo ‘dá força’ para Claiton

De passagem pelo Rio de Janeiro para rever amigos e trocar ideias sobre a profissão, o treinador relatou um pouco da sua experiência com os membros da comissão técnica do Alvinegro.

– A gente trocou umas ideias, eu trouxe meus trabalhos. Conversei com Valentim, temos uma amizade boa, ele me passou um vídeo e tirei dúvidas de situações de jogos. Falei com os fisiologistas, foi muito legal, eu estou cursando Educação Física também. A gente se fala todos os dias, eles estão me dando essa força.

Claiton termina semana observando o Fluminense

Claiton dos Santos, como é tratado atualmente, encerra a semana em outro clube carioca. Nesta sexta-feira visitou o Fluminense e esteve com o técnico Abel Braga e diretor de futebol tricolor Paulo Autuori, comandante do Fogão no título brasileiro de 1995. Seu último trabalho à beira do campo foi com o São Paulo-RS, no Campeonato Gaúcho deste ano. Sobre o futuro, está aberto, ele “escolheu esperar”.

– Tive duas propostas de time da divisão de acesso do Rio Grande do Sul, mas não quis trabalhar nesse momento – preferiu.

Claiton dos Santos encontra Abel Braga e Paulo Autuori no Fluminense

TROCOU – Após rápida passagem pelo Botafogo, Claiton foi ao Fluminense para conversar com Abel Braga e Paulo Autuori (Fotos: FogãoNET)