Quem acompanha o Botafogo, seja pela televisão ou no estádio, conhece bem o futebol do Marcinho. Suas deficiências na marcação e as boas performances quando adiantado no esquema tático já foram discutidas e resultaram em revoltas e elogios em várias partidas. Mas o ponto que quero levantar aqui é outro: não cabe aos torcedores alvinegros fazerem juízo de valor se o jogador merecia ou não a Seleção Brasileira.

Não entender uma convocação, tudo bem. Você não precisa compreender. As dúvidas acontecem desde sempre, não é novidade nenhuma. E, nesse caso, o próprio Marcinho admitiu que foi pego de surpresa, mesmo estando ciente que era observado por Tite pela imprensa. O que eu não acho interessante é alguns botafoguenses fazerem uso das redes sociais para desmerecer, fazer piada ou contestar de alguma forma o chamado. O cara foi lembrado e pronto. Deve ter fundamento para o estafe da CBF e apenas resta apoiá-lo nesse momento. E mais, além não ser nada fácil encontrar um lateral-direito selecionável por aí, o Brasil passa por uma fase de renovação e ainda faltam três anos para Copa do Mundo. Muita água vai rolar ainda. É tempo para testes.

E o que está por trás desse apoio? Além do lado humano, obviamente, a convocação pode ser maravilhosa para o Botafogo, tanto tecnicamente quanto financeiramente. A experiência, apesar de desgastante por causa da viagem para a longínqua Cingapura, deve agregar no futebol do agora selecionável. Sem contar que a vitrine proporcionada pela Canarinho tem tudo para dar um up no valor de mercado do atleta, um ativo do Fogão, o que consequentemente poderia ajudar as finanças debilitadas de General Severiano.

O noticiário recente estava pesado. Não ajudava em nada nos ânimos dos botafoguenses, que acabaram de ganhar um fato positivo na mídia. A torcida abraçou Gatito Fernández diversas vezes com o Paraguai. Chegou a vez de Marcinho na nossa Seleção. Representar e vestir a Amarelinha sempre será um motivo de orgulho na história da Estrela Solitária.

Fonte: Redação FogãoNET