Carlos Eduardo Sangenetto
10/07/2017
Enviado especial a Montevidéu (URU)

No meio das festividades nas ruas de Montevidéu, após a vitória do Botafogo sobre o Nacional-URU, pelas oitavas de final da Libertadores, há sempre espaço para zoar os rivais, seja por parte dos brasileiros alvinegros para flamenguistas, vascaínos e tricolores, e até mesmo pelos uruguaios, torcedores do Peñarol, é claro. Mas quando a provocação é “internacional” e une os dois lados, o sabor é melhor ainda.

Gerente do restaurante Chacra del Puerto provoca o FluminenseGerente zoeiro aprontou para cima do Fluminense (Foto: Reprodução/Youtube)

No Mercado del Puerto, principal ponto de encontro dos botafoguenses na capital uruguaia, áudios e vídeos enviados por WhatsApp para o Brasil eram comuns a todo momento. Em um minidocumentário (muito bacana) da “invasão alvinegra”, produzido pelo jornalista Pedro Henrique Fonseca, alguns torcedores do Fogão observaram que na decoração de um restaurante local, já conhecido por ter suvenires de vários times da América do Sul, não havia nenhuma peça do Fluminense. Até aí, tudo bem, mas foi aí que surgiu, inusitadamente, a voz do gerente do estabelecimento:

– Time pequeno não tem. Não tem Fluminense aí. Time ladrão que paga para não cair não tem – afirmou a chefia da “Chacra”, para risadas, aplausos e exclamações dos botafoguenses: “Olha isso!” (veja vídeo abaixo a partir de 8:42).

No dia seguinte à filmagem, o Boletim do C.E registrou a decoração de um cachecol do Botafogo que passou a ocupar o lugar mais “nobre” do restaurante, centralizado e no alto do balcão. Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Flamengo, Grêmio, Internacional, Sport e Vitória são os clubes brasileiros com lembranças “eternizadas”.