É triste ver o Botafogo nessa situação, vendendo o almoço para pagar a janta. Não tem nem dois meses que o clube liberou Glauber, zagueiro do sub-20, para o Al Nasr por R$ 3 milhões e usou o dinheiro para pagar salários atrasados. E a história se repete hoje com Jonathan, outra jovem promessa da base, mas já promovido aos profissionais, negociado com o Almería por R$ 4,5 milhões.

Essa venda não é apenas desastrosa por completo porque, espero eu, espero mesmo, deve ter colocado arroz e feijão na dispensa dos funcionários, que lutam mensalmente para pagar seus boletos.

Não quero nem entrar em detalhes sobre as cifras das transferências, não sou especialista para avaliar valor de mercado dos jogadores. Antes disso, a questão passa por essa situação lastimável em que se encontram as contas. A gestão amadora de General Severiano permitiu que o Botafogo chegasse a esse ponto que diminui o clube no cenário nacional e envergonha qualquer torcedor. Como será lá em dezembro? Mais algum jogo será transferido para Brasília, Manaus ou Cariacica? Qualquer oferta será aceita por Bochecha ou Lucas Campos?

Não se vê e nem se escuta nada sobre a captação de um patrocínio master há três meses. E mais importante que isso: cadê a movimentação para a “separação” e profissionalização do futebol em 2020? Vamos perder essa também? Há prazos e burocracia em jogo. Mesmo com Gilson praticamente absoluto na lateral (o menino Lucas Barros deve disputar posição), acredito que Eduardo Barroca conseguirá sustentar o Fogão no meio da tabela e o risco de rebaixamento será remoto. Portanto, a pauta já deve ser o ano que vem. Os irmãos Moreira Salles já entregaram tudo de mão beijada.

Vamos acelerar isso. Acorda, Botafogo!

Fonte: Redação FogãoNET