Viajar para Volta Redonda uma vez por semana é algo que está fora de cogitação para o Botafogo em 2014. E para resolver o problema, a diretoria quer uma solução verdadeiramente caseira: reabrir o Engenhão em capacidade reduzida e voltar a utilizar o estádio já no Carioca. Até mesmo a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) entrou no circuito e apoia o Alvinegro na questão. O grande problema será convencer a Prefeitura, que não abre mão da reinauguração em novembro.

Botafogo e Ferj até já mandaram uma carta para o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para conseguir reabrir o Engenhão já durante o Campeonato Carioca. Porém, a resposta ainda não chegou aos conhecimentos. O fato é que a dupla não está muito otimista em conquistar seu objetivo com louvor.

O principal motivo é  que o Botafogo ganhou o apoio da Ferj baseado na sugestão da Fifa em poupar o Maracanã de alguns jogos por conta da Copa do Mundo, que será realizada em julho. Porém, a situação não avançou e o principal estádio do Rio de Janeiro deverá ser utilizado normalmente. Assim, o Engenhão perde um pouco da necessidade em ser utilizado antes do prazo previsto pela Prefeitura.

“As obras estão em um ritmo que a gente não têm medo deste prazo. O sentimento é que há a possibilidade de uso parcial do estádio, principalmente num momento em que o Maracanã quer preservar o gramado para a Copa do Mundo. O uso apenas da parte inferior do Engenhão permite um público de 25 mil lugares. Mesmo com suas limitações, ainda é o maior estádio do Rio depois do Maracanã”, disse o diretor executivo do Botafogo, Sérgio Landau.

“Ele está aguardando uma resposta. Se conseguirmos liberar o anel inferior, teríamos quase 25 mil pessoas. Tenho visto o ritmo das obras, o empenho de todos, e acredito que podemos conseguir reabrir este ano ainda. É o que esperamos. O estádio fechado acarreta muitos transtornos ao Botafogo”, completou o presidente Maurício Assumpção.

Engenhão apresenta gramado amarelo

E sem receber jogos desde maio de 2013, o estado do gramado do Engenhão não é nada bom. Assim como em Moça Bonita e no Raulino de Oliveira, a casa do Botafogo não apresenta, pelo menos visivelmente, condições de ser utilizada instantaneamente. Ao contrário do verde, a cor mais amarelada é dominante no campo. Segundo o clube, a grama está queimada devida a falta de chuva, embora a qualidade do piso esteja boa.

O fechamento do Engenhão, em maio de 2013, causou grandes transtornos ao Botafogo e gerou muita insatisfação em seu torcedores. Depois do episódio, a concessão ao Alviengro foi suspensa e o estádio retornou para administração da Prefeitura. Sem sua casa, o time teve de jogar em estádios em cidades fora do Rio de Janeiro. No Brasileirão, o clube assinou contrato com o Maracanã e mandou algumas partidas no estádio.

Fonte: UOL