Enquanto ainda briga por uma vaga na Libertadores do ano que vem, o Botafogo já calcula os prejuízos sofridos pelo clube em 2013. O maior deles, segundo o presidente Maurício Assumpção, é o causado pela interdição do Engenhão, em março, por conta de uma grande rachadura na cobertura do estádio: R$ 20 milhões. O João Havelange foi interditado por um período de 18 meses, que será completado em novembro de 2014.

– Vamos fechar o ano com um prejuízo de R$ 20 milhões por não podermos utilizar o Engenhão. A interdição matou o nosso ano. Imagine deixar de ver a entrada de R$ 20 milhões no seu fluxo de caixa – afirmou Assumpção, no Fórum de Gestão de Estádio e Arenas, em São Paulo.

O prejuízo é calculado a partir dos ingressos que não podem ser vendidos, dos anunciantes no estádio, dos camarotes, da venda dos bares e outros aspectos. O Botafogo tem o Engenhão como maior fonte de renda. Para se ter uma ideia, o patrocínio máster de camisa do clube, com a empresa de bebidas Viton 44, gera receita de R$ 17 milhões anuais. O contrato vence no fim deste ano, mas tem tudo para ser renovado.

Enquanto isso, apesar da interdição, o Botafogo tenta negociar os “naming rights” do Engenhão. O clube acredita que pode faturar até R$ 16 milhões anuais com uma empresa que queira dar o seu nome ao estádio.

Como foi escolhido para ser um Campo Oficial de Treinamento (COT) para a Copa do Mundo de 2014, o Engenhão deve ser liberado até junho, quando começa o Mundial. Por conta disso, o Botafogo espera poder usar o estádio logo depois da Copa, bem antes do prazo estipulado pela Prefeitura do Rio, responsável pela interdição.

– Acredito que vamos poder usar o Engenhão no Brasileiro, já a partir do meio do ano que vem – disse o mandatário botafoguense.

Fonte: Globoesporte.com