É grave a crise…

Sem receber salários há dois meses e com três de atraso no pagamento das remunerações previstas no contrato de imagem, os jogadores do Botafogo já discutem interna e veladamente a possibilidade de um movimento de greve.

O time recebe o Atlético-MG, no Nílton Santos, neste domingo (8), e a diretoria faz promoção no preço dos ingressos, com R$ 30 para todos os setores.

O clube ocupa o décimo lugar e não vence há três rodadas do Campeonato Brasileiro.

Recentemente, os jogadores tentaram chamar a atenção para os problemas do clube declarando “greve à imprensa”, deixando de dar declarações.

Agora, a possível medida extremista de não entrar em campo enquanto os salários de funcionários e jogadores não forem acertados ainda está em discussão, mas ganha a cada dia mais simpatizantes em General Severiano.

A maioria escorada no desfecho positivo da greve deflagrada pelos jogadores do Figueirense no mês passado.

Os jogadores se queixam da falta de comunicação do presidente Nélson Mufarrej e seu vice-presidente de futebol, Gustavo Noronha, e ficaram ainda mais contrariados com declarações do vice-presidente de finanças Luiz Felipe Novis de que, por ora, não há a menor perspectiva de regularização das obrigações.

Ainda assim, em meio ao caos, alguns jogadores estão se cotizando para a compra de cestas básicas para funcionários.

Em 2014, a folha salarial do clube chegou a ficar até cinco meses em atraso, com jogadores levando a campo uma faixa expondo a caótica situação num clássico contra o Flamengo, no Maracanã.

A ponto de, em outubro, à porta da zona do rebaixamento, o então presidente Maurício Assumpção mandar embora quatro dos principais jogadores do elenco comandado pelo técnico Vagner Mancini: o zagueiro Bolívar, o lateral direito Edilson, o lateral-esquerdo Júlio César e o atacante Emerson Sheik.

O quarteto foi taxado internamente de “liderança negativa” por constantes reclamações dos salários atrasados.

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online