Usamos cookies para anúncios e para melhorar sua experiência. Ao continuar no site você concorda com a Política de Privacidade .
Jogos

Campeonato Brasileiro

10/05/26 às 16:00 - Arena MRV

Escudo Atlético-MG
CAM

X

Escudo Botafogo
BOT

Copa Sul-Americana

06/05/26 às 21:30 - Nilton Santos

Escudo Botafogo
BOT

2

X

1

Escudo Racing
RAC
Ler a crônica

Campeonato Brasileiro

02/05/26 às 16:00 - Nilton Santos

Escudo Botafogo
BOT

1

X

2

Escudo Remo
REM
Ler a crônica

Textor nega rusgas com GDA e fala em acordo por SAF do Botafogo: ‘Não vejo um grupo que apresento como amigo se tornar cavalo de Troia’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

John Textor, presidente da SAF Botafogo
Reprodução/ARD

John Textor negou que tenha tido rusgas com Gabriel de Alba, sócio-gerente da GDA Luma, apontada como favorita a se tornar nova acionista da SAF do Botafogo. O fundo foi apresentado pelo norte-americano e emprestou US$ 25 milhões ao clube, dívida que já aumentou para US$ 55 milhões com as cautelares da recuperação judicial – algo que o empresário norte-americano crê ser reversível.

Não vejo um futuro em que um grupo de investimento que eu apresento como amigo se torne um cavalo de Troia. Não acredito que isso vá acontecer. Acho que a imprensa está exagerando nesse ponto. O que é verdade é que o grupo de investimento que entrou no negócio é financiado em 50% por alguns dos meus melhores amigos ao longo dos últimos anos. Eles estavam comigo na FuboTV. E o Gabriel de Alba eu conheci nos últimos anos de uma forma muito amigável. Nós temos saído juntos, já planejamos possíveis férias juntos. Conheci o filho dele, que é apaixonado por futebol. Temos vivido momentos maravilhosos como amigos – disse Textor ao “Canal do Anderson Motta” neste sábado (9/5).

Infelizmente, algumas das promessas que fizemos a esse grupo de investidores não pudemos cumprir porque o clube social se recusou a assinar certos documentos que permitiriam que o dinheiro investido também se tornasse sócio. O que mais me incomoda nessa história é que algumas pessoas estão vazando informações, usando canais paralelos, e as mensagens de texto estão trazendo dívidas tóxicas. As pessoas que estão dizendo isso são as mesmas que bloquearam a assinatura de documentos que me permitiriam captar capital saudável – continuou.

Quando trouxe Hutton e a GDA para o negócio, também prometemos que eles teriam a opção de comprar uma porcentagem significativa do clube. Assim, eles seriam coproprietários do clube comigo. Quando o clube social se recusou a assinar esses documentos, numa altura em que era perfeitamente legal, esqueçam essas histórias de que lhes pedi para assinarem algo inapropriado. Eu era o único diretor da Eagle Bidco nessa altura. O clube social tinha todo o direito e a autoridade para assinar os documentos que nos permitiriam emitir mais ações para este novo grupo de investimento. Eles não fizeram isso. Você terá que perguntar a Montenegro por que ele pressionou JP [Magalhães Lins, presidente] e outros para não assinarem esses documentos – completou.

As notícias de que ele brigou comigo e fez algo separado comigo foram propagadas por Montenegro e por pessoas que disseram: “Ah, ótimo, veja só isso. A GDA quer fazer isso sem o John. Há uma divisão. O John está sendo expulso pelos seus sócios na França. Ele agora está brigando com a GDA.” Quer dizer, pessoas que estavam torcendo contra a minha liderança aproveitaram ao máximo essa história – encerrou.

Na avaliação de John Textor, a GDA Luma apenas quer recuperar o dinheiro que emprestou à SAF na proposta que está na mesa do Botafogo associativo.

O que acontece agora é que a GDA começa a ficar muito preocupada com essa situação, tipo: “Meu Deus, acabamos de investir todo esse capital. E vamos ter que descobrir como recuperá-lo.” E parece que a única maneira de recuperá-lo pode ser sendo mais agressivos, investindo mais capital e tentando usar esse capital para assumir o controle. Então, é verdade que Gabriel [de Alba] fez muitos telefonemas para muitas pessoas tentando descobrir, bem, “onde estão meus amigos? Como protejo meu patrimônio?.

E, eu não o culpo por isso, embora eu possa dizer que ele não está aqui pelo clube de futebol. Ele é um investidor, é um investidor profissional. Ele gostaria de recuperar seu dinheiro. Infelizmente, como o clube social não nos permitiu conceder algumas opções de participação acionária e outras coisas, isso dá ao credor mais direitos para obter uma recuperação maior. Ele está sendo muito agressivo na tentativa de proteger seu capital e seu retorno – disse.

Veja outras declarações de John Textor sobre a GDA:

– Há uma proposta com a GDA para investir mais dinheiro, mas eu também tenho acordos, muitos e-mails, documentos e relatórios. Eu os trouxe como sócios para termos um empréstimo com capital crescente que protegesse a empresa, impedindo que outros que tentassem assumir o controle indevidamente conseguissem fazê-lo. Continuo com um ótimo canal de comunicação com Gabriel e com Hutton diariamente. Então, não vejo como eles poderiam se tornar um cavalo de Troia e atacar por dentro. Também não acho que os torcedores do Botafogo, que acredito que me amam tanto quanto eu os amo, queiram ver alguém chegar como amigo e depois brigar comigo, me expulsar e fazer um acordo com aqueles do clube social que vêm fomentando esse tipo de divisão.

– Estou feliz que a GDA e o Hutton tenham financiado. Foi num momento crítico em que precisávamos de dinheiro. Eles têm o direito de serem respeitados em seus documentos e, devido à falta de cooperação do clube social, não conseguimos cumprir o que prometemos, que era uma oportunidade de participação acionária para esses novos investidores. Isso gera muita manobra e posicionamento, e aqueles que querem nos prejudicar estão se aproveitando disso.

– Acredito que Durcesio sabe que sou a melhor fonte de capital saudável. Acho que os apoiadores, inclusive o clube social, não querem que o novo proprietário tenha entrado como um cavalo de Troia. Portanto, não vejo o desfecho que todos estão noticiando na imprensa, de que se trata de uma disputa entre a GDA e John Textor, porque os convidei como amigos, e não acho que isso vá se tornar um problema, como outros previram.

– Jamais consigo imaginar uma situação em que eu seja o sócio minoritário do clube e a GDA seja a sócia majoritária. Antes de mais nada, tenho um acordo com a GDA Luma de que, caso o investimento deles resulte em participação acionária no clube, 50% serão meus, 25% da GDA Luma e os outros 25% da Hutton, meus amigos. Esse era o entendimento inicial sobre a participação acionária: o capital obtido por meio de um empréstimo-ponte faria parte de uma transação mais ampla, que traria mais capital, e a participação acionária após o pagamento das dívidas ao novo investidor seria de 50% para mim, 25% para ele e 25% para ele. Essas são porcentagens em cima dos 90%, pois o clube social ainda detém seus 10%.

– Não sei qual é a nossa situação atual com a GDA. Na verdade, não acho que vai funcionar da maneira que as pessoas estão sugerindo na imprensa. Então, até que ponto vou colaborar com eles em investimentos adicionais, isso realmente depende do Durcesio e de outros para determinar. Estou apenas apresentando o novo capital que sempre estive disposto a investir. Esta proposta está em discussão há mais de dois meses. Acredito que o clube social teve tempo suficiente e, neste momento, dei a eles o controle desta decisão por meio das medidas que tomamos com nossos advogados da SAF Botafogo. Chegou a hora de o clube social aceitar o investimento de US$ 25 milhões que fiz e de superarmos este período para seguirmos em frente.

– Acho que a GDA está tentando apenas usar capital adicional para proteger o capital que já investiu. Espero conseguir me reunir com eles e com o clube social para garantir que os interesses da GDA e da Hutton sejam atendidos, e também para assegurar que o clube social aceite o capital que estou trazendo. Como eu disse, acredito que a família tem se saído bem junta, e o fato de haver alguns egos envolvidos que desejam retomar o controle do clube não deve ser motivo para rejeição, enquanto o capital que trago deve ser bem-vindo. Por que não seria? Acho que já fiz o suficiente para provar minha lealdade a este clube. Acredito que os torcedores e o clube social apreciam o que fiz, e acho que precisamos parar com toda essa bobagem e manobras, e chegar a um resultado simples.

– Minha proposta era que meu capital fosse investido de uma só vez, e acho que teríamos que negociar com a GDA e o Hutton. Eles têm direito ao reembolso dos US$ 25 milhões que investiram. Estão argumentando que, devido a vários incumprimentos e outros fatores que mencionei anteriormente, têm direito a mais do que o dobro desse valor. Não acho que isso seja razoável. Acho que a ideia original era que esse empréstimo com valor principal crescente levasse à participação acionária deles, e acho que isso seria justo, mas precisa ser negociado. Não vejo uma situação em que os 25 investidos se tornem 55 e tenhamos que pagar tudo de volta. Acho que eles serão razoáveis e que acabarão com participação acionária, e espero que honrem nosso acordo anterior, o que me deixaria com uma participação significativamente maior do que a deles. Mas estamos vivendo tempos atípicos e acho que todos precisamos que o clube social se sente à mesa conosco para resolvermos tudo.

Fonte: Redação FogãoNE e Canal do Anderson Motta

Comentários