Seedorf esteve em General Severiano por 18 meses. O período, no entanto, não foi bem aproveitado pela diretoria com relação à exploração da imagem do atleta. Um comercial para o programa de sócio-torcedor e uma camisa personalizada foram as únicas ações feitas pelo clube neste um ano e meio. Internamente, os dirigentes culpam a personalidade forte e o difícil diálogo da agente do holandês, Deborah Martin, que reside nos Estados Unidos.

Um dos maiores sucesso nas vendas de camisa é a “Celeste Alvinegra”, em homenagem a Loco Abreu e a seleção uruguaia. A diretoria queria fazer a mesma coisa com Seedorf, mas com a Holanda. O projeto, porém, nunca saiu do papel, já que o holandês e Deborah Martin não aprovaram a ideia.

A explicação oficial dada ao Botafogo para este caso foi que o produto não agregaria nada ao nome de Seedorf, mas o fato é que a relação do agora ex-jogador com a seleção nunca foi boa. Sempre que perguntado sobre sua passagem pela seleção, ele fechava o semblante e dava respostas curtas, sempre dando a entender que tinha algumas mágoas sobre o assunto.

Outro projeto que foi vetado por Seedorf e seu estafe foi os bonecos miniaturas. O agora técnico do Milan não gostou da ideia e foi contra desde o início, o que esfriou as pretensões da diretoria. Após o episódio, os dirigentes desanimaram com os seguidos desgastes e deixaram outros projetos de lado.

Enquanto Seedorf criava dificuldade para o Botafogo explorar sua imagem, o holandês via o clube de General Severiano se desdobrar para atender seus desejos para a realização de projetos sociais. Em sua passagem pelo Alvinegro, o ex-jogador pediu para a diretoria armar encontros em colégios, por exemplo, o que era prontamente atendido.

Outro fato que gerava grande insatisfação era o agendamento de entrevistas. Assim, como a empresária, o assessor de comunicação também residia fora do país. Assim, todas as perguntas deveriam ser pré-aprovada pelo profissional, que vetava as que não achasse agregadora.

Fonte: UOL