Que o Botafogo está em grave situação financeira não é segredo. Mas dados apresentados pelo clube na reunião do Conselho Deliberativo do clube dão uma dimensão mais exata sobre a profundidade do problema.

Atualmente, o Botafogo tem pendente os direitos de imagem desde setembro e os salários desde novembro. Além disso, o clube diz que não tem dinheiro para pagar os salários de dezembro, parte do 13º e os salários de janeiro de 2020.

– Sabemos das nossas dificuldades durante todo o ano, em 2019 principalmente – disse o presidente Nelson Mufarrej.

As receitas dos direitos de transmissão de 2020 e parte de 2021 estão penhoradas ou cedidas, logo não há recursos suficientes para continuar pagando as despesas correntes, segundo levantamento do clube.

O diagnóstico é que “apenas um aporte substancial de recursos tornaria viável renegociar os passivos do clube (cujo montante pode chegar a aproximadamente R$ 1 bilhão)”.

O resultado operacional projetado para o Botafogo em 2019 é um superávit de R$ 6,4 milhões, num cenário de R$ 157 milhões de receitas líquidas e R$ 151,1 de custos. Nesse ritmo, levando em conta a dívida atual já medida, demoraria pelo menos 120 anos para pagar totalmente seus passivos.

Caso o projeto de criação da empresa para gerir a parte futebolística do clube, a diretoria trata como montante mínimo a ser aportado por eventual investidor o valor de R$ 200 milhões, exclusivamente no futebol. A assembleia dos sócios para tratar do assunto será no dia 27.

Parte estratégica da saúde econômica passa pelo bom desempenho em campo. O clube já sabe que a estreia na Copa do Brasil 2020 será contra o Caxias, fora de casa. O confronto foi sorteado na quinta-feira na CBF, que ainda confirmará o jogo para 5 ou 13 de fevereiro.

Fonte: O Globo Online