O Botafogo chega à última rodada do Campeonato Brasileiro fora do G-4, dependendo não só de suas forças para chegar à Libertadores da América. O que mais chama a atenção é que, ao longo das 37 rodadas já disputadas, o time carioca ficou fora do G-4 em apenas sete delas, mas logo no momento crucial. O resultado disso é uma série de questionamentos à equipe, principalmente de seu torcedor, já que mais uma vez pode ficar pelo caminho. Para os comentaristas do SporTV André Rizek e Edinho, a campanha alvinegra não pode ser considerada um vexame diante das circunstâncias da temporada.

Neste domingo, o Botafogo teve nas suas mãos a possibilidade de voltar ao G-4, e para isso precisava vencer o Coritiba fora de casa, sem depender de outros resultados. Mas o time de Oswaldo de Oliveira perdeu por 2 a 1 e agora precisa de outros resultados no próximo domingo para ficar com uma vaga no torneio continental, além de, obviamente, vencer o Criciúma no Maracanã. Edinho enaltece o trabalho do treinador.

– O Oswaldo de Oliveira foi sempre questionado pela torcida e pela imprensa, mas ele sempre teve o comando da equipe, e olha que saíram vários jogador e ele revelou outros nomes. E antes mesmo de saírem esses jogadores, o Oswaldo já vinha preparando os atletas na reserva. Na hora em que eram chamados, estes já estavam treinados para a equipe titular, tanto que, até um certo momento, o Botafogo sempre mantinha o mesmo ritmo. Depois, é lógico, teve algumas oscilações como todas as equipes tiveram. O Botafogo sentiu isso na reta final e não conseguiu dar o gás que precisava – avaliou o ex-jogador no “Troca de Passes“.

André Rizek sai em defesa do clube lembrando não somente a perda de diversos jogadores ao longo do Brasileirão, mas também a perda do Engenhão, que ainda gerou problemas financeiros ao clube de General Severiano.

– Vejo os botafoguenses indignados com a situação da equipe. Entendo que é mais um ano em que o Botafogo se esforça, começa bem o campeonato e, ao que tudo indica, mesmo ainda tendo chance de ir à Libertadores, vai terminar o ano fora de uma competição que não disputa desde 1996, mas leio palavras como “vexame” e “vergonha”. A reflexão que proponho é a seguinte: o time teve sérios problemas este ano com a interdição do Engenhão e a perda de receita, tem menos receita que o Fluminense, que está na zona de rebaixamento. O que é vexame, estar na zona de rebaixamento ou terminar um ano campeão carioca e na quinta colocação no Brasileiro? O Oswaldo de Oliveira tira leite de pedra – afirma.

Quanto ao time que perdeu pelo caminho neste ano jogadores como Fellype Gabriel, Andrezinho, Vitinho e Jadson, Rizek ressalta que hoje Oswaldo de Oliveira tem Elias não mais como opção para o ataque, mas como peça fundamental.

– O Oswaldo hoje precisa escalar o Elias, que é peça chave desse time. Antes era apenas uma alternativa quando o Vitinho não podia jogar. Perdeu ainda Fellype Gabriel e Andrezinho. Chega uma hora que não tem mais de onde tirar, que o elenco já deu o que tinha que dar, elenco que já não era dos mais encorpados. Esse time passou 30 rodadas no G-4, foi além do que a capacidade mostrava, ainda mais se compararmos com Internacional, Corinthians e o próprio Fluminense – concluiu.

Fonte: SporTV.com