Juiz que expulsou Seedorf apita séries C e D e evita entrevistas

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O árbitro Philip Georg Bennett tornou-se conhecido no cenário nacional após ter expulsado o meia Seedorf, do Botafogo, em jogo do Campeonato Carioca. O lance polêmico aconteceu no dia 24 de março, quando o camisa 10 recusou-se a sair por um dos lados do campo e recebeu o segundo cartão vermelho da carreira. Quase seis meses após o ocorrido, o juiz segue com moral na COAF-RJ (Comissão de Arbitragem de Futebol do Rio de Janeiro), mas foge dos holofotes e das entrevistas.

Após o episódio, que ganhou até repercussão internacional, Bennett não foi afastado pelos superiores e continuou com prestígio nas escalas. Ele foi relacionado para trabalhar em 19 partidas, tendo sido o juiz principal de sete delas. Os jogos eram válidos pelas séries C e D, além da segunda divisão do Campeonato Carioca. Por ser da categoria CBF 2, ele não pode apitar jogos da primeira divisão, onde atuou seis vezes nas funções de quarto árbitro ou assistente adicional (atrás dos gols). 

Apesar de ter se mantido nas escalas da CBF e da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro), Bennett procura se afastar dos holofotes. Recusou pedidos de entrevistas e, procurado pelo UOL Esporte, disse que não poderia comentar o trabalho após a polêmica com Seedorf.

“Não estou autorizado a falar, não posso comentar nada sobre arbitragem ou escala, nem sobre aquele lance. Tem que falar com a comissão de arbitragem”, disse o árbitro de 27 anos.

A Comissão de Arbitragem, através de sua assessoria, confirmou que os juízes são recomendados a não darem entrevistas sobre decisões de jogo, mas negou que os árbitros sejam proibidos de falar. 

Marcado justamente por uma expulsão polêmica, Bennett aplicou o cartão vermelho apenas uma outra vez nas sete partidas que apitou desde então. No duelo entre Artsul e America-RJ, pela série B do Carioca, o volante Alex Pavoni recebeu dois amarelos e acabou excluído do jogo.

Relembre o caso
A polêmica aconteceu na vitória por 2 a 1 do Botafogo sobre o Madureira, pela Taça Rio. O holandês seria substituído pelo zagueiro André Bahia e, de acordo com o árbitro, teria que sair pelo lado contrário ao vestiário por estar mais próximo daquela extremidade. Porém, houve uma mudança do técnico Oswaldo de Oliveira segundos antes da autorização do juiz. Cidinho, lesionado, teve que deixar o campo.

Mesmo assim, o árbitro insistiu para que Seedorf também saísse do gramado. O camisa 10 queria seguir pelo lado convencional e tal atitude lhe gerou o primeiro cartão amarelo. O jogador do Botafogo ignorou a advertência e decidiu sair por onde achava correto, recebeu o segundo amarelo e, consequentemente, o vermelho.

Bennett relatou na súmula ter sido ironizado após o holandês se recusar a deixar o gramado pelo lado mais próximo e receber o cartão amarelo. Segundo o juiz, o camisa 10 utilizou as seguintes palavras: “Você está de palhaçada. Vou sair por lá. Saio por onde eu quiser”. Aquela foi a segunda expulsão da carreira de Seedorf. Em 2006, durante vitória do Milan por 3 a 1, pelo Campeonato Italiano, o jogador se desentendeu com um adversário e chegou a trocar empurrões com Aronica.

Fonte: UOL

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