Surpresa positiva do Botafogo no início de temporada, o atacante Luiz Fernando viu o futebol ser paralisado pela pandemia do COVID-19 quando mostrava uma boa evolução dentro de campo. Além de um importante gol contra o Paraná, pela Copa do Brasil, participou diretamente de pelo menos outros três lances que resultaram em bola na rede com assistências. Em entrevista ao LANCE!, o camisa 7 lamentou o período de inatividade, mas contou que prefere manter o foco no retorno em alto nível.

Máscaras do FogãoNET para torcedores do FogãoNET durante a quarentena da pandemia do novo coronavírus (COVID-19)

– Meu foco sempre é entrar em campo para ajudar, às vezes você precisa se sacrificar pelo time e quem não está ali dentro acaba não entendendo. Esse ano estava conseguindo me destacar, como foi em 2018. Fiquei muito feliz pelo gol contra o Paraná, acredito que foi um chute bonito. E quando voltar quero estar ainda melhor – disse o atacante.

Aos 23 anos, Luiz Fernando foi contratado pelo Botafogo no início de 2018 junto ao Atlético-GO e tem contrato até dezembro de 2021. Conhecedor dos bastidores do clube, ele se mostrou de acordo com a posição firme dos dirigentes do clube de não retomar as atividades até que haja garantia de segurança sobre toda a situação do coronavírus.

– Nós que somos profissionais jogamos bola quase que diariamente desde criança, então faz muita falta ficar longe dos campos. Ao mesmo tempo, nós entendemos que a situação é séria e que não jogar pode significar salvar vidas. Tenho certeza que a decisão da direção será a melhor para nós e para nossos familiares. Temos que voltar só quando for seguro.

Loja do FogãoNET por Estilo Piti | O Site oficial do torcedor do Botafogo | Cupom de 10% de desconto

Confira outras respostas de Luiz Fernando ao LANCE!

O que passou pela sua cabeça ao saber que teria que parar justamente no momento em que vinha evoluindo dentro de campo? Como está agora?

Foi ruim para todo mundo, nós jogadores queremos sempre estar jogando é o que amamos fazer e o que a gente faz desde criança. Mas foi um problema maior e a paralisação foi para segurança de todos. Tenho tentado manter a forma e espero voltar jogando como antes.

É uma situação até parecida com 2018, certo? Naquela época, você estava em plena evolução com o Valentim, mas se lesionou na final do Carioca e depois demorou para “voltar aos trilhos”. Você sente que são situações – sem a dor de uma lesão, é claro – parecidas?

Ficar de fora é sempre muito ruim, só que dessa vez é diferente porque parou todo mundo. Voltar de lesão e buscar espaço em um time já encaixado é muito mais difícil.

O que mudou para você com a chegada do Autuori? Como é sua relação com ele?

O professor Autuori é um vencedor, uma pessoa muito respeitada e que sabe muito de futebol. Foi pouco tempo de trabalho, já com jogos eliminatórios, mas acho que nos entendemos bem e ele me colocou para jogar de uma forma que me senti bem e pude ajudar mais a equipe.

O clube também confirmou que vai manter as rotinas de treinos individuais em casa. Como você está fazendo para manter o físico? Qual o principal desafio nesse período?

Tenho seguido a programação passada pela comissão, são exercícios diários e a maior dificuldade é não ter como bater uma bola, que é o que a gente gosta.

O Honda não conseguiu mostrar muita coisa para a torcida, mas como ele é no dia a dia? Como você fazia para se comunicar com ele?

Ele já mostrou que é uma pessoa do bem e parece estar curtindo essa experiência aqui no Botafogo. Ele é muito focado na hora trabalho, mas também participa das resenhas. O pessoal pega um pouquinho no pé dele com essa coisa da língua (risos).

Sem futebol e com, teoricamente, mais tempo live, o que você tem feito nessa quarentena além da bola?

Tenho aproveitado minha família, também curto jogar vídeo game e ver filmes e séries.

Fonte: Terra