Maraca: Bota quer redução nos valores dos setores centrais

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Nos próximos dias, o Flamengo divulgará alterações em seu contrato para mandar jogos no Maracanã até o final do ano. Mas a equipe da Gávea não é a única que deseja aperfeiçoar o acordo com o grupo que administra a arena. Botafogo, Fluminense também têm uma série de exigências em discussão. Da construção de loja oficial a mudanças na separação da venda de ingressos em áreas do complexo e das equipes, os dirigentes tentam implementar modificações ao final desta temporada, após seis meses de estudos.

As reuniões do dia 2 deste mês, mediadas pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, serviram para que alguns pontos fossem colocados na mesa. Outro encontro com os mandatários dos clubes cariocas está agendado para o final do Campeonato Brasileiro. O consórcio, por sua vez, também aguarda a definição do governo sobre as áreas onde estacionamentos e restaurantes serão erguidos após a manutenção do estádio de atletismo Célio de Barros e do parque aquático Júlio Delamare.

Quem tem o maior número de reivindicações é o Flamengo, que já buscou as primeiras alterações durante esta semana. O Rubro-negro terá uma receita maior que a atual – próxima de 70% da arrecadação – em partidas com grande público. O Fluminense, por sua vez, deseja, entre outros pontos, saber onde será erguida sua loja oficial. O Botafogo quer rediscutir o modelo de setores do clube e outros do consórcio. Veja cada caso nas tabelas abaixo.

BOTAFOGO DISCUTE FIM DE SETORES SEGMENTADOS NO MARACANÃ

  • A diretoria do Botafogo admite nos bastidores que considera o atual acordo bom, mas planeja melhoras. A principal reclamação está na divisão da venda de ingressos em setores do clube (atrás dos gols) e áreas do consórcio (no centro do campo). A ideia é dividir a arrecadação com a empresa de todas as cadeiras vendidas nos jogos, desde que aja uma redução nos valores cobrados na parte de melhor visão, em decisão conjunta entre as partes.

FLAMENGO QUER REDUÇÃO DE TAXAS E MUDANÇA NA VENDA DE CAMAROTES

  • Uma das principais reclamações, o custo operacional e o ‘aluguel’ do estádio, serão reformuladas no novo acordo que a equipe assinará nos próximos dias. Outra questão que a diretoria Rubro-Negra questiona é a comercialização de camarotes, que se mostrou pouco eficaz nas partidas iniciais. O time da Gávea também quer uma definição sobre onde serão construídos os estacionamentos e restaurantes para ter segurança de assinar acordo longo.

FLUMINENSE DESEJA LOJA OFICIAL E MELHORA NOS ACESSOS DA TORCIDA

  • O Fluminense é uma das equipes que mais elogiam o acordo firmado com o Maracanã. Porém, a diretoria ainda quer saber onde será erguida a loja oficial. Como o governo desistiu da demolição do estádio de atletismo Célio de Barros, a equipe carioca discute com o consórcio outro espaço para vender seus produtos. Melhoras na venda de ingressos em dias de jogos e no acesso dos sócios-torcedores também são outros pedidos do clube das Laranjeiras.


Fonte: UOL
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