Um ano após o Governo Federal determinar o fim do investimento público no futebol, como os patrocínios da Caixa, ainda há beneficiados por esse tipo de parceria. É o que o critica Gláucio Carvalho, técnico do time feminino do Botafogo, em relação ao Flamengo, que tem ligação com a Marinha.

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O nome do time é Flamengo/Marinha, com uso da estrutura militar. Na semifinal do Campeonato Carioca de 2019, o Botafogo venceu por 4 a 1 no primeiro jogo e perdeu por 7 a 2 na segunda partida.

– Fizemos mais de 35 gols no Carioca. Só perdemos na semifinal contra um time que tem um investimento público, o que é uma vergonha. Uma vergonha pra mim, pra você, pra toda torcida do Botafogo, esse “outro patamar”. Usam a melhor estrutura do mundo, assim fica difícil. A Marinha do Brasil tinha que dividir esse investimento, essa estrutura, fizessem o draft com as jogadoras e distribuíssem para todo o Brasil – criticou Gláucio Carvalho, em entrevista ao canal BrauneFogo.

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O técnico do Botafogo defende mais investimento no futebol feminino e fortalecimento da cultura, desde a base. Ele citou como exemplo uma jogadora frequentemente convocada para a Seleção Brasileira de base.

– Se a Gaby fosse homem, ela valeria, hoje, em torno de 40 milhões de euros. Praticamente o Botafogo treina a Gaby pra Seleção, ela fica mais tempo na CBF que aqui. Ótimo pra ela, mas péssimo para mim como treinador, pois não aproveito direito.

Assista ao vídeo abaixo:

Fonte: Redação FogãoNET e Canal BrauneFogo