O interesse do Botafogo em Yaya Touré é o assunto do momento do futebol brasileiro nas redes sociais, e pode terminar em uma das contratações de maior impacto recente do clube carioca. O meio-campista, dono de história bastante diferente do padrão com Pep Guardiola, se vê perto de voltar ao país que visitou quando estava no auge, seis anos atrás.

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Meio-campista durante toda a carreira, Touré atuou sob o comando de Guardiola tanto no Barcelona quanto no Manchester City, clube no qual ostenta té hoje o status de ídolo. O longo período de relacionamento com o treinador mais badalado do século, porém, não caiu bem para o possível botafoguense.

“Eu quero ser aquele que vai quebrar o mito Guardiola”, disse ele ao deixar o clube inglês, em junho de 2018, em uma entrevista concedida à revista France Football. Foram duras palavras sobre o comandante espanhol.

“Ele foi cruel comigo. Talvez os africanos não sejam tratados da mesma maneira por certas pessoas. Eu cheguei ao ponto de me perguntar se o problema era minha cor, continuou Yaya que, depois, chegou a dar entrevista elogiando a capacidade tática do ex-treinador.

A trajetória, aliás, talvez explique o desgosto que Touré parece ter ao mencionar Guardiola. Foi justamente no período em que esteve no City sem o catalão que ele atingiu o auge da sua carreira, coincidentemente na mesma época em que veio disputar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Nas temporadas 2012/13 e 2013/14, o jogador foi eleito entre os 23 melhores do mundo da eleição da Bola de Ouro da Fifa. Foram 34 gols em 91 jogos disputados pelo time inglês, número ótimo para um atleta que tem na defesa suas principais responsabilidades.

No Mundial, porém, Touré chegou desgastado pela longa temporada vivida na Europa e, assim como Didier Drogba, não conseguiu ser figura tão presente para a seleção da Costa do Marfim, eliminada após um dramático pênalti marcado no jogo contra a Grécia, nos minutos finais da fase de grupos.

Projeto ambicioso do Fogão aos 36 anos, Yaya vem de uma temporada com apenas 18 jogos oficiais realizados entre Olympiakos e Qingdao Huanghai, da China, além de dois gols marcados. Já ma reta final da carreira, no entanto, formaria uma no mínimo folclórica dupla com o japonês Keisuke Honda para reerguer o time carioca.

Fonte: Goal.com