Contra o Botafogo, ‘pênalti’; contra o Flamengo, ‘tropeçou na perna’; qual o critério da arbitragem no Brasil? 

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Blog da Redação

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Patrick de Paula em Fluminense x Botafogo | Campeonato Brasileiro 2022
Reprodução/Premiere

* Não demorou três dias para um pênalti muito mais claro que o de Patrick de Paula, em Fluminense 2 x 2 Botafogo, não ser marcado no Campeonato Brasileiro. Coincidência ou não, seria contra o Flamengo. Camacho foi derrubado por Matheuzinho na área nesta terça-feira (25/10), o juiz não deu o VAR não chamou e o Santos ainda levou gol na sequência no Maracanã. Grotesco.

* Basta comparar os lances. Matheus Martins, do Fluminense, entra na área cambaleando, perde a passada e, já caindo, tromba com a perna de apoio de Patrick de Paula, que já se posicionou e recolheu braços e pernas. Já Camacho dribla de letra e vai ficar livre na marca do pênalti, Matheuzinho dá o bote e faz movimento de alavanca derrubando o adversário, mas o pênalti não é apontado.

* Ainda tem a justificativa / malabarismo do VAR. “Aqui não vejo como penal, certo? A perna já está parada. O pé para do lado e ele tropeça no pé. Ele não chega a atingir, certo?” “A perna já para ali. Como ele vira para cá, ele vai trombar com o defensor. Para mim, lance normal”. No mínimo, ridículo. Uma afronta não apenas ao Santos, mas a todos que gostam de futebol.

* A regra parece mudar para arbitragem, VAR e comentaristas dependendo de qual o time envolvido. É só ver as marcações contra o Botafogo e as ridículas argumentações. Júnior Santos resvalou com a mão contra o Avaí, sem atrapalhar a jogada, e alegaram “braço de arrasto”. Eduardo recebeu choque de Moledo contra o Internacional e inventaram um “ele premeditou o contato”. Philipe Sampaio foi expulso e foi marcado pênalti em um toque na barriga contra o Inter no primeiro turno. Fora diversos outros exemplos.

*Quando é contra o Flamengo, as visões são diferentes. É só ver os absurdos que ocorreram na Copa do Brasil, como o pênalti claro não marcado de Léo Pereira na final contra o Corinthians (alegaram toque na barriga!) e as não expulsões de Gabriel Barbosa e Arrascaeta contra o Athletico-PR. Ou a mão de Varela contra o Atlético-MG em mais um pênalti ignorado.

*Qual o critério da arbitragem? Tem decidido jogos sempre a favor dos mesmos times e prejudicado outros. O Palmeiras, por exemplo, foi eliminado da Libertadores e da Copa do Brasil por decisões polêmicas. O Botafogo sofre a cada rodada do Brasileirão.

* Tem seu papel no processo também a mídia. Classifica reclamações pertinentes como “choro” e válida benefícios sempre ao mesmo time. É como se você fosse roubado e sequer pudesse fazer um boletim de ocorrência. Enquanto isso, os campeonatos perdem credibilidade ao perderem um item fundamental no esporte: a justiça.

Veja os vídeos abaixo:

Fonte: Redação FogãoNET

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