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Presidente do América-MG, Ademir, Bruno Nazário, Botafogo e a hipocrisia no futebol

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Blog da Redação

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Ademir - América-MG
Divulgação/América-MG

Como o mundo do futebol é hipócrita. Dias após assediar Bruno Nazário, que acabou sendo cortado do jogo do Botafogo contra o Moto Club na concentração, o presidente do América-MG mostrou-se revoltado com uma situação semelhante, agora contra seu clube.

Alencar Júnior chamou o atacante Ademir, do Coelho, de “moleque”, por ter se recusado a ficar no banco no jogo diante do Treze, em Campina Grande, nesta quinta-feira. Caso constasse na súmula, ele ficaria impedido de defender outro clube na Copa do BrasilPalmeiras e Athletico-PR estariam em negociações com o jogador.

– O que aconteceu hoje (ontem) é coisa que não pode acontecer no futebol. Primeiro, o empresário ligar para o jogador e dar a notícia que existe time interessado. Ele se recusou a vir para o jogo. O profissional não pode fazer isso. E isso, no América, eu não aceito, e ninguém na diretoria nossa aceita. Ele tem que respeitar o América – disparou o presidente do América-MG à Rádio Itatiaia, completando:

– Antes de ser jogador de futebol, ele tem que ser profissional. Eu não estou acostumado com molecagem. Fez isso uma vez, não vai ter oportunidade de fazer de novo. Só sai do América se tiver proposta boa. Eu quero respeito para o nosso time. Respeito do clube que perdeu, e do empresário que fez o que fez. Ficou no hotel e vai ser penalizado.

Curioso, não? O mesmo Alencar Júnior andou dando entrevistas para a imprensa carioca dizendo que esperava “bom senso” da diretoria do Botafogo de não escalar Bruno Nazário contra o Moto Club. O Glorioso acabou sendo obrigado a tirá-lo do jogo depois que o Hoffenheim, clube que detém os direitos federativos, comunicou o desejo de ter o meia de volta – podendo, assim, repassá-lo ao clube mineiro.

Na ocasião, o Botafogo agiu com a grandeza necessária, algo que o América-MG não teve. Em nota oficial, sem citar o nome do clube mineiro, comunicou o desligamento de Bruno Nazário e criticou o assédio a um jogador com contrato e que vinha sendo utilizado – inclusive como titular.

– Lamentamos o assédio público de dirigentes de outros clubes no atleta no momento em que o mesmo tinha um contrato a cumprir. Certamente, um caminho mais respeitoso era conversar no fórum mais adequado, que é em contato direto com a Diretoria de Futebol ou comigo. Mas não tem problema, o Botafogo é muito maior que isso – afirmou o presidente Durcesio Mello.

É claro que nem Bruno Nazário nem Ademir são mocinhos. Ambos tem culpa no cartório. Mas esse episódio mostra a hipocrisia que existe no meio do futebol e ajuda a explicar porque o nível do que se pratica por aqui anda tão baixo.

Fonte: Redação FogãoNET

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