Autor do projeto de lei que incentiva o clube-empresa, já aprovado na Câmara, o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ) citou o Botafogo, durante sua entrevista ao SporTV, na tarde desta terça-feira, ao explicar a “cessão da marca” em caso de falência de algum clube que passe a ter uma estrutura empresarial a partir de 2020. A expectativa é de que o texto siga para o Senado nos próximos dias.

O escudo do Botafogo, a Estrela Solitária e as cores do Fogão, por exemplo, estariam “protegidos” se o novo modelo adotado por General Severiano não desse certo.

– A gente tem um aspecto cultural do clube que eu protegi na lei. Eu criei um mecanismo que é a cessão da marca. O clube vai à falência, mas a marca retorna ao clube social, não desaparece do mapa. Por exemplo, o Botafogo, se não der certo como empresa, o escudo volta sequinho. As dívidas ficam lá, mas não desparece a Estrela Solitária, as cores do Botafogo… Essa cessão da marca permite também um fluxo de recursos do futebol para o clube social, para outras áreas do esporte amador, olímpico e paralímpico – explicou o político no “Seleção SporTV“.

Segundo Pedro Paulo, além do Botafogo, Athletico-PR sinaliza positivamente para adotar o clube-empresa. Palmeiras, Corinthians e Fluminense estariam em segundo plano discutindo “intensamente” o assunto.

Fonte: Redação FogãoNET e SporTV