Em dois dias, o Conselho Deliberativo do Botafogo irá se reunir em General Severiano para algumas votações. Além do orçamento de 2019 com superávit de R$ 72 milhões – que o LANCE! mostrou na semana passada em detalhes -, também passará pelo crivo dos conselheiros o “Plano de Metas” para a temporada. Dentre as principais, vaga na Libertadores de 2020. O L! destrincha a partir de agora neste especial.

Esta meta de se classificar para a próxima Libertadores está junto ao objetivo do Botafogo de terminar o ano entre os cinco primeiros no ranking nacional da CBF. A estratégia, neste ponto, está ligada a “aumentar a satisfação e a confiança da torcida com a equipe de futebol”. Uma outra meta ligada ao futebol, junto com as pastas do comercial e do administrativo, é o de “reduzir a alta dependência da TV nas receitas do clube”.

Para esta meta, o Botafogo planeja em 2019 gerar receitas de no mínimo R$ 16 milhões com patrocínios no uniforme de futebol, R$ 40 milhões com vendas de jogadores, R$ 6 milhões com o programa de sócio-torcedor, além de R$ 4 milhões com projetos incentivados para o centro de treinamento, que vem sendo construído em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro e tem previsão de início de uso para o segundo semestre.

Outros pontos de destaque presentes no plano de metas do Botafogo estão a redução da dívida do clube, amortizando no mínimo R$ 54 milhões nos parcelamentos, acordos e mútuos, redução das despesas financeiras para R$ 19 milhões, além da diminuição ao longo deste 2019 do impacto de penhoras cíveis e trabalhistas no fluxo de caixa. A manutenção das CNDs também é lembrada no documento.

Estádio

Gerar em 2019 receitas de R$ 1,5 milhão com aluguéis para realizar jogos no Nilton Santos.
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R$ 200 mil de receitas com shows e festas no estádio.
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R$ 200 mil com outras receitas no estádio.
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Reduzir em 10% as despesas por jogo no estádio.
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Reduzir em 30% o valor das contas públicas para o segundo semestre deste ano.
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Gerar R$ 60 mil coma cessão ou locação de imóveis, inclusive os destinados à exploração
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Tornar gestão financeira do estádio mais enxuta.
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Padronizar procedimentos internos, a partir de critérios objetivos, alinhando a busca de menores custos, performance de fornecedores, segurança e qualidade.

Administrativo

Gerar em 2019 receitas de R$ 5 milhões com aluguéis de imóveis.
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Reduzir os custos com a conta pública de energia elétrica em 10% neste ano.
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Terceirizar a manutenção dos equipamentos de refrigeração da sede social.
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Alcançar a média de 10 eventos/ano até dezembro de 2020, considerando todas as sedes (exceto Sacopã).
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Capacitar equipe para atendimento aos clientes internos e externos.
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Manter 20 mil sócios-torcedores neste ano.
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Comercializar oito mil pacotes temporada em 2019.
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Manter adimplência acima de 90% dos sócios a partir de janeiro de 2019.

Marketing, Financeiro e Jurídico

Gerar em 2019 receitas de R$ 2 milhões com licenciamentos e redes e mais R$ 2 milhões com projetos do CBC.
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Ter a imagem do Botafogo associada a um modelo de gestão e governança.
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Manter o alto nível de engajamento nas redes sociais, crescendo 5% no Facebook e Twitter e 10% no Instagram e no Youtube do Botafogo, ampliando a produção de textos, fotos e vídeos.
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Implementar até junho um novo Ato Trabalhista, incluindo ações a partir de 2015, além de fomentar a criação de um Ato Cível.
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Desenvolver uma gestão comercial focada para o futebol e operacionalizar o novo centro de treinamento.
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Otimizar e focar processos de gestão patrimonial do clube.

Outros esportes:

Gerar até dezembro deste ano receitas de R$ 600 mil com escolinhas, R$ 400 mil com arrecadação de imposto de renda no site, R$ 230 mil com patrocínios e R$ 6 milhões com projetos incentivados.
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De forma específica no remo, gerar receitas até o fim desta temporada de R$ 300 mil com escolinhas, R$ 500 mil com patrocínio, R$ 420 mil com aluguel de espaços no Sacopã e R$ 1,8 milhão com projetos incentivados, além de conquistar o Estadual e o Brasileiro deste 2019.
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Tornar o remo e os esportes gerais superavitários.
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Virar potência nacional nos esportes gerais, participando das ligas nacionais, progressivamente até 2020.
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Aumentar o números de sócios-torcedores para vôlei e basquete.

Fonte: Terra