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MP pede afastamento de dirigente do Botafogo acusado de repassar ingresso para organizada e multa clube

Por: FogãoNET

- Atualizado em

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) requereu uma medida liminar nesta terça pedindo o afastamento do atual vice-presidente de Gestão de Estádios, Anderson Simões, de suas funções no Botafogo. De acordo com a investigação, ele desviou ingressos do programa de Sócio Torcedor para a torcida organizada Fúria Jovem.

Em ligação interceptada, Anderson negocia com Luis Felipe Fonseca da Silva, o “Canelão”, presidente da Fúria Jovem do Botafogo. Na conversa, o dirigente afirma que conseguiu “travar” 150 ingressos do programa de Sócio Torcedor para repassar para a organizada e pede uma lista com 150 nomes e respectivos números de CPF, deixando claro que não precisariam ser necessariamente de sócios. Ainda na ligação ele comenta que está sendo cobrado por outros integrantes da torcida e que não responderá pelo aplicativo WhatsApp diante do risco de vazamento das conversas.

Como a Fúria Jovem estava banida desde setembro do ano passado, após episódios de violência em jogos da Copa do Brasil contra Atlético-MG e Flamengo, o repasse dos ingressos ainda viola o direito à segurança de torcedores que frenquentaram o estádio. Por este motivo, Anderson foi proibido de ocupar qualquer função no clube e o Botafogo vai precisar pagar R$ 500 mil reais com juros e reajuste por colocar torcedores em risco.

“De acordo com a ACP, Anderson fornecia ingressos para os jogos do clube para a Torcida Organizada Fúria Jovem, sem qualquer controle quanto à sua destinação e mesmo durante período de banimento da Fúria Jovem em razão da prática de transgressão coletiva prevista no artigo 39-A do Estatuto do Torcedor”, diz comunicado oficial do MPRJ.

Não é a primeira vez que Anderson Simões é investigado e vê a justiça pedir seu afastamento. Na “Operação Limpidus” da Polícia Civil, que investigava justamente a relação entre clubes e organizadas, ele foi alvo de um mandato de busca e apreensão em dezembro de 2017 e foram encontrados dois facões em sua sala no Nilton Santos. Na ocasião porém, o pedido de afastamento foi retirado poucos dias depois e ele voltou a exercer suas funções no clube.

Além do Botafogo, Anderson também é presidente da Fundação Planetário do Rio de Janeiro. Ele foi nomeado pela prefeitura em março deste ano, já após as investigações da Operação Limpidus.

Fonte: Extra Online

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