Caiu.

O Botafogo confirmou ontem o rebaixamento desenhado com esmero pelo presidente Mauricio Assumpção que não soube manter o nível de competitividade que ele mesmo construiu quando assumiu o cem 2009.

Mas em 2012 abriu mão de um executivo no comando da pasta, talvez iludido pelos merecidos elogios de um primeiro mandato irretocável ou enfeitiçado pelo sucesso na contratação de Seedorf.

Falo, evidentemente, do momento em que se desfez dos préstimos de Anderson Barros _ muito pelo que o próprio Anderson havia feito na reestruturação do futebol alvinegro, mas, principalmente, por Maurício não ter preenchido a vaga e trocado o modelo de gestão.

Cercou-se de profissionais sem prestígio no mercado e quando se viu em apuros financeiros por conta das penhoras nas receitas já não tinha quem lhe ajudasse na montagem de um time confiável e gerenciasse as turbulências de um vestiário “pobre”.

Seu time fez um ridículo Estadual, chegando em nono lugar na classificação geral, e teve participação risível na Libertadores, com o último lugar no Grupo 2.

A nova diretoria assume com dever de casa dos mais simples: remontar o que fora desfeito.

O futebol não aceita mais improvisos e é preciso muita competência para se arriscar em inovações.

Basta investir na contratação de um bom gestor e montar a estrutura que propicie um ambiente profissional.

O restante fica por conta da história, da camisa e da tradição de glórias do Botafogo.

SANTOS 2 x 0 BOTAFOGO.

Apesar da campanha pífia, custo a crer que o rebaixamento de uma instituição como Botafogo faz bem ao futebol brasileiro.

Um clube que nas últimas quatro edições do campeonato ficou entre os dez primeiros, não poderia ser rebaixada por um ano ruim.

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online