O Glorioso voltou a cometer bullying com o anão do Rio. Já são três vitórias em 2016 contra os mimadinhos das Laranjeiras, sendo essa a primeira na Arena Botafogo. O sétimo gol de Neílton no Campeonato Brasileiro nos levou ao 10º lugar na tabela, a apenas 5 pontos do G-4. O Fluzinho, que até hoje ainda deve duas Série B, pode recorrer à mamãe STJD e tentar anular mais essa derrota, porque já tá feio, né?

Começamos em um ritmo mais lento em relação à partida contra o Grêmio, embora muito pouco ameaçados pelo adversário. Mantendo tudo sob controle no setor defensivo – bem mais seguro sem aquele barbudo peladeiro –, o Botafogo foi assentando a bola e buscando mais o jogo, terminando a primeira etapa com mais posse de bola e mais chutes a gol. Rondando a área tricolor em busca da melhor jogada, chegamos com mais perigo num chute do Camito que explodiu no travessão.

Voltamos do intervalo com um reforço do lado de lá: com a saída de Cavalieri, lesionado, reencontramos aquele infeliz do Júlio Chester, o maior chama-gol que infelizmente vestiu nossas cores naquele ano que nunca acabou. E, claro, não deu outra: em jogada muito bem trabalhada – e um pouco cagada, é verdade –, Sassá recebeu na área e inverteu pra Bruno Silva, que, ao tentar dominar a pelota, acabou encaixando um lindo passe pro nosso Neymar. Ele só teve o trabalho de escorar pras redes e sair pro abraço.

A partir daí, começaram os problemas. O Fluminense tentou vir pra cima, nosso time sentiu o cansaço da maratona de jogos e perdemos o Aírton, novamente por lesão. Jair Ventura colocou o lateral Victor Luís, passando Diogo Barbosa pro meio. Uma substituição confusa, que deixou o time bagunçado no setor mais importante de todos. Logo depois, saiu Diego, exausto, dando lugar ao zagueiro Marcelo, do sub-20. Por sorte, do outro lado era aquele timinho – que, mesmo diante de um time completamente desgastado, desfalcado e cheio de improvisos, pouco conseguiu criar pra ameaçar a meta de Sidão.

Nos seguramos de forma valente e, depois de cerca de 947 minutos de acréscimo dados pelo péssimo árbitro Rodolpho Toski. Só faltou a plaquinha do “até empatar”, mas, ao perceber que o Fluminense não faz mal a ninguém, ele desistiu. Mais três pontos importantíssimos conquistados no nosso Caldeirão, aumentando a tranquilidade em relação à zona do perigo e até nos aproximando do G-4. Num campeonato nivelado e tecnicamente fraco, nada é impossível; mas prefiro focar no objetivo inicial dos 46 pontos pra, depois, sonhar com voos maiores.

Pro Fluzinho, resta continuar na vida morna pós-Unimed. Deve ser difícil se reacostumar à mediocridade da própria camisa sem a força daquela patrocinadora que injetou trilhões em patrocínios pra conseguir alguma relevância. No campo e na bola, nunca serão. Nunca. Quem sabe nos tribunais…

Nós “C” vê por aí!

Notas

Sidão: 5,5
Não fez interferências relevantes e quase cometeu duas falhas bizarras: uma em cruzamento bizarro que o encobriu, outra ao espalmar uma bola fácil pro meio da pequena área. Volta logo, Jéfferson.

Diego: 6
Começou muito nervoso e cometeu erros primários. No decorrer da partida, se acalmou e melhorou sua atuação. Faltou explorar mais o que tem de melhor: velocidade e cruzamento.

Joel Carli: 7
A segurança do nosso xerife argentino é um alento depois de tantos jogos aturando aquele outro cidadão. Tranquilo, sereno e capitão quando tem que ser. Titular absoluto.

Emerson Silva: 7
Acompanhou a boa atuação do companheiro de zaga e rebateu todas as bolas possíveis. Simples e eficiente.

Diogo Barbosa: 6
Sempre com um toque a mais, desperdiçou boas chances na frente. Não tem mostrado bola pra justificar a titularidade.

Aírton: 7,5
Teve muito trabalho. Sente muita falta de Lindoso e hoje precisou se virar pra marcar em dobro, sem tempo de ajudar tanto na saída de bola.

Bruno Silva: 7
Apesar de irritar em alguns momentos, ajudou na marcação e, mesmo que meio sem querer, deu bela assistência pro gol do jogo.

Dudu Cearense: 6,5
Tem qualidade técnica, mas precisa colocar mais vontade – principalmente num clássico.

Camilo: 6,5
Hoje, ficou devendo. Ajudou na distribuição de jogo, até fez a bola rodar em alguns momentos, mas apareceu pouco pra decidir. É o melhor do time e eu o cobro por isso.

Neílton: 7
Não repetiu as ótimas atuações individuais que vinha tendo, mas foi decisivo ao infiltrar na hora certa e marcar o gol da vitória. Vem mantendo boa média.

Sassá: 7,5
O artilheiro do Brasileirão não fez gol, mas ajudou muito no pivô e até arriscou sair da área. Com confiança em alta, mostrou melhora na parte técnica. Iniciou bem a jogada do gol.

Victor Luis: 7
Entrou muito bem, mantendo o nível da última partida. É titular por direito da lateral-esquerda.

Marcelo: 7
Estreia no profissional improvisado num clássico. Segurou bem a onda e ajudou muito na marcação. Não sentiu a pressão.

Vinicius Tanque: sem nota
Sequer encostou na bola.

Jair Ventura: 6,5
Seu time vem mostrando consistência tática, mas se perdeu com as lesões. Mexe muito mal. Doze jogadores no banco e nenhum lateral reserva. Onde estava Marcinho, relacionado pra vários dos últimos jogos? Não quis colocar Buchecha na vaga de Aírton, mas improvisou um zagueiro da base na lateral. Diogo Barbosa ficou perdido e a linha do meio se desfez.

Fonte: Blog Preto no Branco - Pedro Chilingue - ESPN FC