Eles levaram um tempinho, mas conseguiram se firmar nos times pelos quais foram revelados e hoje serão protagonistas do clássico entre Botafogo e Fluminense, às 16h, na Ilha. Sassá, pelo lado alvinegro e Wellington, pelo tricolor, esperam retribuir tudo que os clubes fizeram por eles com vitória, que será a segunda consecutiva para qualquer um dos dois.

O mesmo destino que fez com que eles estudassem juntos na infância, colocou-os frente a frente no Vovô pelo segundo turno do Brasileirão de 2016. O reencontro será cercado de respeito e admiração, apesar de toda rivalidade entre as torcidas.

“Conheço o Sassá, estudamos juntos. Desejo sorte a ele. Vai ser um jogo bonito. Não gosto muito dessas coisas de aposta. Vai ser um bom jogo e depois a gente brinca. Estudei com o Sassá, mas ele é um ano mais novo que eu, então não pude enfrentaá-lo. Será um dia especial para ele e para mim. Ele está em uma fase incrível, fazendo gol em quase todos os jogos, mas espero que não faça contra a gente”, disse Wellington, que pela primeira vez na carreira será titular com a camisa tricolor em um clássico.

Pelas beiradas, Sassá tem colocado concorrentes de peso no bolso. Ao lado de Gabriel Jesus e Robinho, ele divide a artilharia do Brasileiro com dez gols. Surpreso, o atacante comemora uma reviravolta no próprio Botafogo. Vítima de uma grave lesão no joelho esquerdo, ele ficou quase seis meses em tratamento e foi inscrito às pressas para a final do Carioca, contra o Vasco, no lugar do zagueiro Emerson, machucado.

Expulso no primeiro clássico da decisão, o atacante apagou da memória do torcedor as lembranças ruins com boas atuações, gols e muita vontade. Feliz com o momento mágico, o atacante é um dos trunfos do Botafogo para vencer o Fluminense.

“Não espera. Eu esperava jogar e ter sequência, já que venho de lesão. Fico feliz por tudo o que Deus tem feito na minha vida. Só tenho a agradecer ao Botafogo. Mas não posso focar na artilharia. Em outra vez que pensei nisso, as coisas não andaram. Quero jogar e ser feliz”, disse Sassá.

JAIR BOLA ‘ARMADILHA’ PARA LEVIR

O suspense foi a estratégia adotada em General Severiano na véspera do confronto com o Fluminense. Com desfalques (Emerson, Luis Ricardo, Rodrigo Lindoso e Fernandes) e dúvidas, Jair Ventura decidiu comandar um treino fechado. Sem confirmar a escalação, deixou em aberto a possibilidade de mudar o esquema tático, mas justificou o mistério.

“Como sou um treinador jovem, Levir (Culpi) não me conhece muito bem. Eu o conheço bem. A intenção é não passar o time, a parte tática, o sistema… Isso faz diferença. E é sempre bom tentar esconder um pouco”, disse Ventura.

Emerson Silva herdará a posição do xará. Na lateral, Diego é o substituto natural de Luis Ricardo, que só volta em 2017. No meio, Dudu Cearense é o mais cotado para iniciar o clássico.

BOAS LEMBRANÇAS, A PRIORIDADE

Em 2010, antes de se transferir para Europa, Wellington disputou dois clássicos contra o Botafogo pelo Carioca e deixou as Laranjeiras com o saldo zerado: uma vitória e uma derrota. Porém, na cabeça do atacante, só existe espaço para as boas lembranças, que ele espera reviver na partida de logo mais.

“A expectativa é boa. Feliz por estar aqui de volta, clássico é sempre especial. Estamos perto do G-4 e temos de aproveitar os jogos que temos em casa. Feliz por poder relembrar esse momento. Antes de sair, pude jogar contra o Botafogo no Maracanã e ganhamos, espero que isso possa se repetir”, afirmou.

No Brasileirão de 2016, o Tricolor tem aproveitamento de 100% em clássicos. No primeiro turno, o Fluminense venceu o Botafogo, em Volta Redonda, e o Flamengo, em Natal.

Fonte: O Dia Online