A forma como o Botafogo encerrou 2018, não dava muita esperança para um 2019 melhor. E o baque da realidade não demorou muito para chegar.

Logo na Taça Guanabara, o Alvinegro nem sequer conseguiu a classificação para a semifinal. Pior: ficou em quinto lugar no Grupo C, atrás de Flamengo, Resende, Bangu e Boavista. E o fato se repetiu na Taça Rio, na qual a equipe amargou uma quarta colocação.

O fiasco no Estadual deixou o técnico Ricardo, que livrara o time do rebaixamento no ano anterior, na corda bamba. O golpe fatal foi a eliminação para o Juventude, em abril, na Copa do Brasil.

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Sem dinheiro para investir em uma grande contratação, a diretoria decidiu apostar na “base” e o escolhido foi Eduardo Barroca, que já havia conquistado o Brasileirão sub-20 com o Botafogo em 2016.

O início do treinador foi bom: três vitórias em quatro jogos e Barroca conseguiu estabilidade e prestígio quase que imediatamente. Apostou na posse de bola, mas, com a ausência de bons resultados, não conseguiu manter a regularidade com as novas alternativas.

Apesar de ainda ter o carinho dos jogadores, Barroca não resistiu enquanto o Botafogo despencava e se aproximava da zona de rebaixamento no Brasileirão, além de ter sido eliminado na Copa Sul-Americana. Depois da quarta derrota consecutiva, que aconteceu em um clássico contra o Fluminense, o treinador foi dispensado.

O substituto foi um velho conhecido: Alberto Valentim, campeão carioca com o Alvinegro em 2018, em uma partida heroica contra o Vasco. Contudo, a segunda passagem do treinador não lembrou em nada a época do título estadual.

O Botafogo pareceu dar passos para trás, acumulou tropeços importantes e ficou seriamente ameaçado pelo rebaixamento. A equipe se salvou da degola graças a uma vitória do Vasco (que também salvou o Fluminense) e ficou dependendo apenas de si mesma para se classificar para a Sul-Americana e salvar um pouco da temporada – não deu certo.

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De forma melancólica, o Botafogo se despediu de 2019 no “limbo” do Brasileirão: não foi rebaixado, mas também não se classificou para nenhuma competição continental.

O que anima o torcedor alvinegro para 2020 é a proposta de criação da Botafogo S/A, modelo de clube-empresa proposto pelos irmãos Moreira Salles. A ideia é separar o setor de futebol e atrair investidores.

Por enquanto, Valentim segue no cargo e, além disso, a diretoria se reforçou com Valdir Espinosa: o técnico campeão de 89 volta a sua casa, como gerente de futebol, para tentar fazer a estrela alvinegra brilhar mais forte novamente.

Fonte: One Football