Com Luis Henrique, Botafogo volta a dar chapéu no Flamengo; relembre outros

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Com Luis Henrique, Botafogo volta a dar chapéu no Flamengo; relembre outros
Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo está dando um chapéu no Flamengo no caso do atacante Luís Henrique. O jogador estava em negociação com o clube da Lagoa, mas a entrada do Glorioso no negócio mudou os rumos da transação. Os flamenguistas não tiveram fôlego para acompanhar. Assim o Botafogo volta a dar um chapéu no Flamengo trinta anos depois. Mas essa prática foi muito comum entre os dois clubes nos anos 80 e 90, com os botafoguenses levando a melhor.

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Se nos últimos anos o Flamengo se aproveitou do poder econômico e da má distribuição de cotas de televisão para prejudicar o Botafogo no mercado, como aconteceu com Willian Arão, nos anos 80 e 90 os flamenguistas sofreram com essa prática. Assim vamos recordar alguns deles.

Naquela época o mecenas não era estrangeiro, como John Textor. Tratava-se de Emil Pinheiro, um dos principais banqueiros do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Fanático pelo Alvinegro, ele foi vice-presidente de futebol e até presidente do clube. O Flamengo era uma de suas principais vítimas.

Lembro quando Renato Gaúcho e Bujica ficaram insatisfeitos no Flamengo e queriam deixar o clube, mas não encontravam “compradores” por conta do alto valor dos passes, na época fixados nas federações locais. Emil não teve dúvidas e os tirou da Gávea. A estreia, em um domingo chuvoso, foi contra o próprio Flamengo, um empate sem gols, mas com os torcedores alvinegros provocando os rivais: “Com Renato, com Bujica, o Flamengo vai sentar na minha p….”.

Fernando Macaé mudou de ideia em um almoço

Emil Pinheiro mudou o Botafogo no fim do século XX (Foto: Reprodução/Youtube)

O Botafogo deu ainda outros dois chapéus históricos no Flamengo. O primeiro foi Fernando Macaé, habilidoso atacante que estava de saída do Bangu para a Gávea. Pela manhã foi apresentado no Flamengo, mas não assinou contrato, o que faria à tarde. Na hora do almoço passou em casa e lá estava Emil Pinheiro. O dirigente confidenciou como se deu a transação.

– Quer jogar no Botafogo meu filho? Te ofereço X – disse Emil, que havia levado inclusive flores para a esposa de Macaé como cortesia.

– Seria um prazer, mas já fui para o Flamengo – respondeu Macaé.

– Assinou contrato? – Perguntou Emil.

– Não – respondeu Macaé.

– Então você não foi ainda para o Flamengo. Assina aqui – disse Emil, que apresentou Fernando Macaé à tarde no Botafogo, para desespero dos dirigentes do Flamengo. Assim o negócio saiu.

Naquele período Emil, de uma só vez, tirou do Bangu Paulinho Criciúma e Mauro Galvão, destaques na conquista do título carioca de 1989, que marcaria o fim do jejum. Há quem diga que a negociação foi uma perda de aposta de Castor de Andrade, então presidente do Bangu e que também era bicheiro.

Flamengo ‘descobriu’ Carlos Alberto Dias

Carlos Alberto Dias, o último agachado, foi herói em 1990

Carlos Alberto Dias era o grande nome do futebol paranaense em 1990, quando o Flamengo o trouxe ao Rio de Janeiro para assinar contrato. O clube da Gávea teria pago inclusive a passagem dele, segundo alguns jornalistas da época. Mas não mandaram representantes ao aeroporto.

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Sabendo da chegada de Carlos Alberto Dias, Emil foi ao aeroporto já com o passe dele comprado e o levou para o Alvinegro. Quis o destino que sua estreia fosse em uma vitória de 2 a 1 sobre o Flamengo. Além disso ele foi autor do gol do título carioca de 1990 em final com o Vasco.

No primeiro semestre o Botafogo deu seu primeiro chapéu da Era Textor. Mas a vítima foi o Corinthians, envolvendo Luís Castro. Pelo visto a loja de chapéus em General Severiano foi reaberta. Assim espera a torcida do Botafogo.

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