O Botafogo está vivendo uma semana tumultuada. Porém, em meio ao caos que vinha se instalando no clube, surge a esperança de um fim de ano mais digno. Por conta do projeto de virar empresa, permanecer na Primeira Divisão nunca foi tão importante. A saída de Gustavo Noronha pode se tornar um dos fatores determinantes, embora venha com muito atraso. Falo isso pois não tenho dúvidas de que nunca deveria ter assumido. Como sua gestão demonstrou, não estava preparado para o cargo.

A saída de Gustavo Noronha traz alívio ao grupo de jogadores. O fim dos protestos deixa isso evidente. O elenco não aguentava mais a omissão dele e do presidente Nelson Mufarrej. No caso do segundo não tem jeito. Será preciso aguentar por mais tempo. Mas se serve de consolo, o atual mandatário cada dia perde um pouquinho mais de poder. Sofre uma espécie de intervenção leve por parte de pessoas que realmente têm muito mais a acrescentar ao Botafogo.

Montenegro lidera clube até o fim da temporada

Carlos Augusto Montenegro nunca esteve tão atuante e à frente do projeto, embora tente fugir dessa realidade. Apesar do vazamento do áudio e de alguns jogadores terem ficado muito chateados, eles sabem que mais insultante era a audiência de Gustavo Noronha, por exemplo. Com todos os defeitos, Montenegro se mobiliza para arrumar dinheiro quando precisa, como foi no caso dos chineses. Ricardo Rotenberg e Manoel Renha sempre colaboraram com o Botafogo, inclusive em momentos piores, e mais uma vez serão de grande valia. Cláudio Good é outro que sempre acrescenta aos projetos.

A saída de Gustavo Noronha foi com atraso. No meu entender Alberto Valentim não é o nome ideal neste momento. Porém, apesar disso tudo, o Botafogo passa a ter a última chance de salvar o ano. Que Deus proteja o Glorioso.