Antes de qualquer coisa, sim, Ricardo teve sua parcela de culpa. A teimosia do treinador, demitido nesta sexta-feira, em algumas escalações do Botafogo permitiu que a equipe não fizesse frente nem sequer contra times de menor expressão nesse início de 2019. Mas vamos deixar o comando técnico de lado. Sair desse incômodo lugar comum é urgente.

Até quando vamos nos silenciar e deixar de cobrar as patentes mais altas de General Severiano? Qual clube sério no Brasil (e no mundo) coleciona, na mesma gestão, eliminações vergonhosas consecutivas e o departamento de futebol segue inquestionável e intocável internamente?

O presidente Nelson Mufarrej já soma três quedas precoces em competições mata-mata, diante de Aparecidense e Juventude, pela Copa do Brasil, e contra o Bahia, pela Copa Sul-Americana, e a uma campanha melancólica no Campeonato Carioca que dispensa comentários. Todas elas são dignas de apagar da nossa história. E tudo isso em apenas 15 meses. Isso sem lembrar muito das escolhas dos técnicos Felipe Conceição e Marcos Paquetá no meio do caminho para não te irritar ainda mais no dia difícil de hoje.

Cadê os protestos ordeiros, os carros de som e as cobranças? A torcida já se manifestou contra votação de adiantamento de receitas, dirigente de comunicação… Mas e o futebol? A pressão é necessária. O Campeonato Brasileiro já está batendo na porta (daqui a duas semanas) e, se medidas imediatas não forem tomadas, o pesadelo pode ser ainda maior. E sabemos também que, diante das atuais circunstâncias, o clube não aguentaria.

Os botafoguenses não merecem isso. Hora de agir!

Fonte: Redação FogãoNET