O que o áudio do VAR revela sobre a arbitragem de Inter x Botafogo

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VAR em Internacional x Botafogo | Campeonato Brasileiro 2022
Reprodução/Premiere

A CBF disponibilizou o áudio do VAR no jogo entre Internacional e Botafogo no último domingo. É importante os botafoguenses seguirem abordando o tema, pois dizem que o Alvinegro reclama muito nas derrotas. Mas dessa vez tudo o que está sendo “reclamado” é após uma vitória histórica. Infelizmente o áudio do VAR revela coisas tristes sobre a arbitragem de Inter x Botafogo. Vamos deixar até a regra de lado e nos ligarmos na interpretação das imagens. Quase um exercício primário.

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Acho que a primeira delas é o nível de conhecimento de arbitragem de Rafael Traci. Chega a ser assustador a maneira como ele interpreta o lance que originou o primeiro gol colorado no confronto. O árbitro ao chamar Savio Pereira Sampaio faz um alerta constrangedor: “Sávio, para mim pênalti. Bate na mão aberta, não tem mais ninguém atrás.”. O mais engraçado de tudo é o “não tem mais ninguém atrás”. O que ele quis dizer com isso?

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Quem observa a jogada percebe que após a bola bater nas costas de Gatito já tem Joel Carli ao lado de Sampaio e Saravia indo em direção ao lance, atrás deles. Mas quem pensa que os absurdos pararam por aí, se engana. Savio então decide dar razão aos devaneios do colega: “Se ela continua, depois de bater no peito, em direção à meta… Se ela passa, seria gol. Vou voltar com tiro penal e expulsão por impedir oportunidade clara de gol”.

Bola não entraria no gol alvinegro

Bola que bate nas costas de Gatito não teria força para entrar

Relembrando o lance, a bola bate no peito do zagueiro, nas costas de Gatito e depois volta para Sampaio. Mesmo que não existisse aquele retorno no defensor, a bola não entraria no gol botafoguense. Não teria força para isso e seria facilmente neutralizada por algum outro defensor alvinegro, que o diga pelo próprio Sampaio, ou por Joel Carli. Até Saravia teria condições de, em velocidade, afastar a bola. Ou seja, apenas um árbitro sem a menor competência pode falar em “oportunidade clara de gol”.

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O mais constrangedor é que os dois árbitros não tomaram a decisão em alguns segundos. Tiveram minutos revendo o lance. Ou seja, não tiveram a capacidade de interpretar algo que estavam vendo várias vezes. A patética arbitragem de domingo é um reflexo do que vemos todas as rodadas no futebol brasileiro. Infelizmente toda semana um espetáculo é prejudicado pelos homens do apito. E nada muda.

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