Batalha no Beira-Rio: Botafogo mudou de lugar na prateleira do futebol

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Batalha no Beira-Rio: Botafogo mudou de lugar na prateleira do futebol
Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo venceu o Internacional de forma histórica. Superou um adversário qualificado, na casa dele, e passou por cima de uma arbitragem que o prejudicou do primeiro ao último minuto do confronto. Mas algumas coisas podemos perceber deste jogo e dos últimos acontecimentos. O Botafogo mudou de prateleira no futebol brasileiro no que diz respeito ao relacionamento com as entidades que dirigem o esporte no país e também em relação a seu comportamento em campo.

Sobre o comportamento em campo a maturidade da equipe chamou atenção. Começar o jogo perdendo de 2 a 0 e com um jogador a menos por conta de um escândalo de arbitragem é de tirar os nervos de qualquer time. O Botafogo foi equilibrado durante os noventa minutos. Procurou se impor, responder com firmeza provocações. Mas sem perder a classe. Pelo menos até a batalha final, após seu gol do triunfo. Em nada lembrou o time que nos últimos anos mostrou abalo psicológico em vários momentos.

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O Glorioso não deixou de acreditar em um só momento que poderia ganhar ou pelo menos pontuar. Foi construindo o resultado, minando a força do Inter e obrigando o adversário, mesmo com um homem a mais, a abusar das bolas aéreas.

Botafogo é visto com outros olhos

Elenco em Internacional x Botafogo | Campeonato Brasileiro 2022
Jogo contra o Inter trouxe lições ao Botafogo

Em termos de relacionamento com as entidades, escrevi ontem sobre como alguns dirigentes ficaram preocupados com a repercussão do caso, ainda mais após a postagem de John Textor nas redes sociais. O clube não tinha nenhum prestígio nas entidades antes de virar empresa. Em menos de 24 horas a CBF tirou a equipe do VAR do clássico paulista e afastou Savio, árbitro do jogo, da escala dos próximos jogos.

Até mesmo a Ferj, onde seu presidente Rubens Lopes ironizava o clube por conta de reclamações de arbitragem, a postura é outra. Após os erros contra o Fluminense nas semifinais do Estadual, Textor deixou claro que pretende disputar o torneio com o time B. O silêncio na entidade em relação ao tema foi constrangedor.

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Textor vem de um cenário onde o futebol visa lucro. Assim veremos no Vasco da 777, na Red Bull do Bragantino, com Ronaldo no Cruzeiro e muitos outros casos. Além disso é inimaginável ver esses empresários aceitando o amadorismo que reinou no futebol brasileiro nas últimas décadas. As entidades estão percebendo que é melhor não comprar briga. O Botafogo mudou de lugar na prateleira do futebol. Mas ainda tem um longo caminho a percorrer. Entretanto está no caminho certo.

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