O Botafogo venceu o Bahia por 3 a 2. Poderia ter sido de mais. Eduardo Barroca viveu na noite de quinta-feira a dupla face muito comum em alguns treinadores. Escala bem. Mexe mal. Esta foi a sua tônica no duelo contra os baianos. Apesar de ter sofrido um gol logo no começo, o Alvinegro conseguiu se impor muito pela confiança que os jogadores parecem ter no estilo determinado pelo comandante. O toque de bola, que parecia ser um problema após o tento baiano, pela pressão sofrida em cima dos jogadores, logo se transformou em fonte de tranquilidade para a construção da virada.

O Botafogo foi para o intervalo com uma vantagem considerável e que muitos duvidavam ser possível após o Bahia abrir o marcador. Gustavo Bochecha conseguiu organizar a saída de bola. João Paulo, em noite inspirada, teve em Cícero a companhia ideal para dar fluxo ao setor. Na frente, Rodrigo Pimpão e Erik criavam problemas pela movimentação, apoiados por um Diego Souza que vem desempenhando bem o papel de pivô, mas que deixa evidente a cada dia a minha tese de que não pode ser considerado centroavante.

Barroca abriu mão do quarto gol

Se escalou bem o time, Barroca quase colocou tudo a perder no segundo tempo. O treinador simplesmente abriu mão do direito ao contra-ataque ao sacar em um intervalo curto de tempo Erik e Rodrigo Pimpão. Não havia velocidade mais em um Botafogo que passou a chamar o Bahia cada vez mais para o seu campo. A falta de pique de Leonardo Valencia no início de um contra-ataque foi a imagem do equívoco do comandante.

Barroca tentou corrigir com a entrada de Luiz Fernando. Mas já era tarde. O time estava acuado e só não sofreu mais por que o Bahia, sentindo o desgaste da luta pelo segundo gol, acalmou logo depois que conseguiu descontar.

Apesar disso tudo o Botafogo exibiu progressos. Mostrou que pode ser intenso jogando em casa. O cenário de terra arrasada após a eliminação na Copa do Brasil começa a ser deixado de lado. Porém, ainda de forma tímida. É preciso voltar a ganhar no domingo.

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