A venda da maior parte dos direitos federativos do lateral-esquerdo Jonathan para o poderoso Almería da Espanha é apenas mais um golpe na torcida do Botafogo. Porém, é o reflexo do que a gestão Nelson Mufarrej representa, representou e vai continuar representando. O atual mandatário, que é parceiro constante do erro, só não vai minar aos poucos as perspectivas de futuro do Glorioso porque o clube sempre consegue buscar forças de onde não tem.

Jonathan vai embora a preço de banana. Valores que mereciam inclusive gerar o afastamento do atual presidente. Em qualquer outro clube do futebol brasileiro, pelo menos os de ponta, sua saída não se daria tão facilmente. No Botafogo ele segue os passos do zagueiro Gláuber, que se transferiu para os Emirados Árabes Unidos em junho, também a custo inimaginável para os padrões do futebol profissional.

Se vende Jonathan para manter salários em dia…

Alguns falarão que as medidas foram drásticas para que o Botafogo evitasse o pior, pois precisa pagar os salários do elenco. Pois é, o Botafogo negocia Jonathan para tentar manter em dia o salário de nomes como Gilson. Uma tacada de mestre.

Sou contra personificar uma gestão. Afinal de contas, um presidente não guia sozinho um clube. Mas a falta de habilidade de saber lidar com algumas questões torna o atual mandatário um exemplo de como não gerir.

Se Mufarrej deixa algum legado ao Botafogo é que sua gestão é tão ruim que ilustres torcedores estão tentando se unir para manter o clube em dia até o fim do ano. Neste cenário ainda vai existir quem diga que ele pelo menos não está atrapalhando a chegada dos Moreia Salles. Era só o que faltava. Que 2020 chegue logo!

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