O Botafogo é um herói no Campeonato Brasileiro. Cheguei a esta conclusão durante o empate sem gols com o Cruzeiro no último domingo. Pensei em vários episódios que tornam o clube realmente um herói dentro da competição.

O time lutou, mostrou muita vontade, teve as melhores oportunidades apesar de ainda apresentar o crônico defeito de pouco “ofender” o rival e, mesmo assim, foi esculhambado por boa parte dos comentaristas.

Com a má vontade de parte da mídia, foi acusado de ser o responsável pelo jogo sonolento. O mandante era o Cruzeiro, logo, teoricamente, quem deveria tomar a iniciativa. A Raposa sim decepcionou. O Botafogo, dentro das suas limitações, fez aquilo que se esperava.

O rótulo de herói, porém, não tem a ver apenas com o jogo em si. O Botafogo vem dando demonstrações de sua grandeza ao longo da temporada. Grandeza essa que supera até mesmo aqueles que tentam reduzir a dois ou três o número de grandes clubes no país.

Mesmo com dois meses de atrasos salariais, sem perspectivas de receita, o Botafogo está na zona de classificação para a Copa Libertadores.

Grandeza do Botafogo supera até a gestão de Mufarrej

Dentro de campo o time luta para não sentir os efeitos da crise. Resiste a uma gestão caótica de Nelson Mufarrej e seus aspones. Resiste a um vice-presidente de futebol nada atuante. Resiste a disputas políticas que servem apenas para afastar investidores.

Logicamente que a torcida não pode se contentar com a situação atual. Mas o cenário, de tantas adversidades, só reforça essa condição de grandeza.

Com investimento o Botafogo é amplamente viável. Tem um público fiel, apaixonado e que conhece a história do clube como poucas torcidas conhecem. Melhor administrado e com receita a história seria outra. Talvez por isso incomode tanto.

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