Mendonça foi embora nesta sexta-feira. O ídolo se despede da torcida do Botafogo deixando na memória um histórico drible em Júnior e um golaço que fez o Botafogo eliminar o Flamengo no Campeonato Brasileiro de 1981. A arbitragem quis que o Glorioso não fosse campeão contra o São Paulo em um dos maiores roubos da história do futebol.

Mesmo assim Mendonça é um exemplo claro de que um clube, mesmo com dificuldades, consegue resistir se tiver ídolos.

Mendonça foi ídolo em um período de jejum de títulos. Assim como ele, outros jogadores desempenharam essa função ao longo dos 21 anos. Porém, a torcida só crescia e, apaixonada, não desistia do Glorioso.

Mesmo sendo um dos clubes com mais dívidas no futebol brasileiro, o Botafogo, nos últimos anos, também foi quem teve mais ídolos. Seedorf, Loco Abreu e Dodô são exemplos recentes de atletas que faziam o torcedor botafoguense ir ao estádio. Alguns mais, outros menos, porém, todos, de alguma forma, empolgaram a torcida.

Ídolo traz receita e vira solução. Mendonça nunca foi problema

Mendonça serve de lição para Nelson Mufarrej. Um ídolo traz receita ao clube. Deve ser tratado como investimento. Logicamente que se ele não vier junto com ações de Marketing eficientes e contratado de maneira irresponsável, como foi Seedorf, vira mais problema do que solução.

Pode ser loucura falar em ter ídolo quando sequer consegue pagar a conta de luz ou honrar os compromissos com o plantel. Mas, um ídolo aumenta o número de camisas vendidas, o número de ingressos comprados, o número de sócios torcedores e possibilita a chegada de patrocinadores.

É muito melhor pedir ajuda de ilustres para trazer um jogador assim do que para apagar incêndio, que ficariam mais raros com ídolos. Mas é muito para Mufarrej entender. Então, só nos resta criticar o presidente, pois aqui temos liberdade para isso. No FOGÃONET não precisamos ficar roucos diante de uma má gestão.

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