Toda vez que Diego Souza atua como centroavante do Botafogo eu me lembro daquela história que os antigos contavam do sujeito que foi para os Estados Unidos aprender Inglês. O cidadão não teve sucesso, não conseguiu aprender o novo idioma, esqueceu o Português e acabou mudo.

A brincadeira no meu entender serve para explicar o atual momento de Diego Souza no futebol. Ele, na tentativa de convencer Tite de que poderia jogar a Copa do Mundo da Rússia, aceitou mudar de posição. Mas não foi ao Mundial e passou a ser visto como centroavante. Mesmo tendo tido até mesmo alguns bons momentos como falso 9, não é esta a sua posição.

Diego Souza é um meia, um homem de criação. Desde que as negociações começaram sempre fui muito crítico a sua contratação. Quando assinou contrato, passei a defender a sua utilização como meia. No elenco desde o segundo turno do Campeonato Carioca, mostrou que não é ele quem vai resolver a carência de um centroavante no plantel botafoguense.

Diego Souza viu a luz no fim do túnel

No último domingo, porém, deu um sinal de que se jogar na sua real posição pode voltar a render. Tipo uma luz no fim do túnel. Quando Victor Rangel entrou na vaga de Erik, Diego Souza teve que recuar, deixando o novo reforço e Rodrigo Pimpão no ataque. Diego se mostrou mais presente em campo.

Deixo claro que não vejo Rangel como solução para o comando do ataque. Esta continua sendo a posição mais carente do elenco. Falta alguém para botar a bola para dentro.

Diego Souza tem sido burocrático, pouco atuante e sequer chega a ser notado em campo em alguns jogos. Mas tem qualidade e, no nível atual do futebol brasileiro, se render um pouquinho do que sabe já pode ajudar bastante. Caso insista como centroavante, não vai conseguir se tornar um camisa 9, vai esquecer como é ser meia de criação e não vai “ficar mudo” para o futebol. E você torcedor, o que acha?

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