Li nesta sexta-feira um conteúdo no site do Terra falando que o Botafogo é o único clube na Série A do Campeonato Brasileiro sem numeração fixa. O Glorioso não adota esta estratégia desde o primeiro ano da gestão de Carlos Eduardo Pereira, em 2015. Salvo, logicamente, nas competições internacionais por determinação da Conmebol. O departamento de Marketing vê com bons olhos, como diz a matéria, ligar número a ídolos, mas não há um estudo concreto para analisar o impacto de se adotar ou não a numeração fixa.

Sobre os jogadores alterarem a numeração não tenho muito a opinar. Mas tenho saudades da época em que o número era ligado à função que o atleta exercia dentro das quatro linhas. Disso eu sinto falta.

Comecei a acompanhar futebol em uma época onde o goleiro era sempre o 1, os zagueiros normalmente jogavam com 3 e 4, os laterais com 2 e 6 e por aí vai. Lembro de uma propaganda de um sapato, que era feita por Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians, em que ele dizia: “Sapato 752, sete de ponta-direita, cinco do meio-de-campo e dois de lateral”. Isso mostra a identificação que as posições tinham com os números.

Numeração é o menor dos problemas

Hoje o futebol apresenta os mais variados números para jogadores em clubes. Tem atleta jogando com a 33, com a 88, com a 92 e por aí vai. A identificação acaba ficando um pouco de lado. Mas faz parte das novidades que o mundo da bola oferece a nós todos os dias. Em tempos de VAR, esse talvez seja um dos menores problemas a serem discutidos.

E você torcedor? Saudades da numeração fixa ou do tempo que os números diziam a função que um atleta fazia em campo? Tanto faz, né, desde que quem vista a camisa seja craque. E esse artigo sim, está em falta n o mercado.

LEIA TAMBÉM:

Barroca precisa rever as mudanças no Botafogo
Luiz Fernando coloca diretoria do Botafogo diante de um dilema
CBF não pode escalar árbitro da polêmica em jogos do Botafogo
Barroca tem boas intenções. Problema está na qualidade do elenco
Alex Santana é muito importante para o atual time do Botafogo
Leo Valencia seria uma boa moeda de troca no Botafogo
Joel Carli já tem status de ídolo no Botafogo
Botafogo só terá centroavante em caso de troca
Gustavo Bochecha tem em 2019 seu ano decisivo
Thiago Galhardo, do Vasco, e uruguaio Navarro são oferecidos ao Botafogo
Botafogo pode corrigir erro com a saída de Kieza